Em 2 anos, pedágio sobe 40% abaixo da inflação, diz Artesp

Governo paulista salientou que o reajuste médio dos preços ficou na casa de 5,29%

São Paulo – A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) salientou, em seu comunicado sobre o reajuste das tarifas de pedágio emitido nesta sexta-feira, 27, o impacto consolidado dos últimos dois anos nos valores cobrados nas praças das rodovias, que resulta em uma elevação significativamente abaixo da inflação do período.

“O índice de reajuste das tarifas definido pela Agência Reguladora é 40% inferior à inflação do biênio, resultante de grande esforço para buscar a tarifa mais módica possível, respeitando os termos contratuais”, afirmou a agência, em comunicado enviado à imprensa.

O governo paulista, criticado por muitos por conceder as rodovias estaduais à iniciativa privada em troca de elevadas tarifas de pedágio, salientou que enquanto o reajuste médio ficou na casa de 5,29%, a inflação acumulada, medida pelo IPCA, foi de 13,29% (alta de 6,5% em 2013 e 6,37% em 2014).

O aumento abaixo da inflação, apesar dos contratos de concessão determinarem reajustes anuais com base nos índices de preços, foi obtido oferecendo para as empresas outras compensações, que permitissem a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro das tarifas.

No ano passado, em meio às manifestações populares que tomaram as grandes cidades do País e criticavam particularmente a mobilidade urbana, a Artesp optou por não aplicar o reajuste anual e determinou outras compensações, como a redução da taxa de fiscalização da Artesp em 50% em 2013 e a autorização da cobrança dos eixos suspensos dos caminhões.

A agência ainda apurou os valores arrecadados com o início da cobrança dos eixos suspensos e, ao avaliar que em algumas praças de pedágio houve arrecadação maior do que haveria se tivesse sido aplicado o reajuste pelo IPCA, utilizou os cálculos para um reajuste menor neste ano.

Conforme destacou a Artesp, a tarifa no Sistema Anchieta-Imigrantes, por exemplo, mantida desde 2012 em R$ 21,20, passará a R$ 22,00 no dia 1º de julho. “Pela inflação do período chegaria a R$ 24,20, 10% acima do novo valor”, informou.