Aladi: América Latina deve aproveitar para fazer reformas

O secretário-geral da Associação Latino-Americana de Integração, Carlos Álvarez, afirmou nesta sexta-feira que a região vive 'o melhor momento em muitos anos'

Montevidéu – O secretário-geral da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), Carlos Álvarez, afirmou nesta sexta-feira que a América Latina vive ‘o melhor momento em muitos anos’ em matéria econômica e deve aproveitá-lo para ter uma estratégia para resolver seus problemas estruturais.

‘É o melhor momento há muitos anos na América Latina, pela primeira vez começamos a pensar por nós mesmos’, afirmou Álvarez no início de um fórum sobre modelos de desenvolvimento econômico, na 53ª Assembleia anual de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que começou na quinta-feira em Montevidéu.

Ao inaugurar o seminário, organizado pela Aladi em colaboração com a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), Álvarez lembrou que durante anos ‘a maioria dos países’ da região dirigiu a economia a partir de ‘políticas exteriores’, especialmente incentivadas por organismos internacionais.

Ao contrário, no momento atual, ‘pela primeira vez temos uma certa estabilidade que nos permite pensar em termos estratégicos’, afirmou o funcionário.

Uma vez deixadas para trás as crises de balanço de pagamentos externos e de endividamento, entre outras, agora é ‘um momento muito propício para pensarmos mais estrategicamente’ e aproveitar a bonança econômica.

‘Parece que apesar do conflito que temos em termos comerciais, os países estão pensando em suas estratégias de desenvolvimento e como influenciam na integração latino-americana’, afirmou.

Por isso, o próximo desafio deve ser ‘como os países podem trocar propostas sobre os modelos de desenvolvimento nacionais’ e ‘buscar complementaridades e convergências’, disse.

Além de construir ‘um grande mercado’, a América Latina tem que trabalhar na ‘ideia de comunidade’, acrescentou.

A Assembleia do BID, que foi inaugurada na quinta-feira pelo presidente do banco, Luis Alberto Moreno, terá sua sessão plenária na próxima segunda-feira.

A crise europeia, o emprego juvenil, a segurança pública, a mudança climática e a cooperação entre Ásia e América Latina serão os assuntos tratados neste encontro.