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Última atualização 24/05/2017 - 12:15 FONTE

Robô registra imagens raras da vida marinha sob gelo da Antártica

A Divisão Australiana da Antártica acoplou uma câmera a um veículo remotamente dirigido que entrou na água através de um buraco no gelo

Um robô subaquático registrou imagens raras sob o banco de gelo da Antártica que revelam um mundo colorido de esponjas com formato de cocos, vermes parecidos com dentes de leão e algas rosas.

A Divisão Australiana da Antártica (AAD), dependente do Ministério do Meio Ambiente, acoplou uma câmera a um veículo remotamente dirigido que entrou na água através de um pequeno buraco no gelo, para registrar os níveis de acidez, oxigênio, salinidade e a temperatura.

“Quando você pensa no meio ambiente marinho da costa da Antártica, espécies emblemáticas como os pinguins, focas e baleias geralmente roubam a cena”, declarou Glenn Johnstone, biólogo da AAD, em um comunicado publicado na quarta-feira.

“Estas imagens revelam um habitat que é produtivo, colorido, dinâmico e com uma grande variedade de biodiversidade, como esponjas, aranhas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar e estrelas-do-mar”, acrescenta.

Estas espécies, observadas perto da estação de pesquisas Casey, vivem em águas com temperatura de -1,5 graus Celsius. Nessa zona, a camada de gelo mede 1,5 metros durante dez meses do ano.

“De vez em quando, um iceberg pode se deslocar e exterminar uma comunidade desafortunada, mas a maior parte do tempo o gelo marinho protege as espécies das tempestades, o que lhes proporciona um entorno relativamente estável no qual a biodiversidade pode prosperar”, explica Johnstone.

Cientistas na Antártica tentam compreender melhor o impacto da acidificação nas comunidades do fundo do mar do oceano Austral sob o aumento das emissões de dióxido de carbono.

O líder do projeto, Johnny Stark, explica que os oceanos absorvem um quarto das emissões de dióxido de carbono na atmosfera, o que aumenta sua acidez.

“O dióxido de carbono é mais solúvel na água fria, e as águas polares estão se acidificando duas vezes mais rápido que nas regiões tropicais e temperadas”, declarou Stark.

“Acreditamos que estes ecossistemas serão os primeiros afetados pela acidificação do oceano”, acrescentou.