Proteína que regula o metabolismo pode ser a cura do jet lag

De acordo com cientistas, a resposta estaria na proteína Rev-ErbA, que coordena os genes do ritmo circadiano e do metabolismo.

Uma nova descoberta científica pode acabar, de uma vez por todas, com o vilão das viagens longas: o jet lag, aquela mistura de fadiga, insônia, dor de cabeça, irritabilidade e falta de concentração que acompanha os desembarques das viagens intercontinentais.

O corpo humano tem um ciclo biológico, o ritmo circadiano, que dura cerca de 24 horas. Ele controla o sono, a fome e até a nossa disposição. Mas, em diferentes fusos horários, ele pode entrar em conflito.Um estudo, realizado por pesquisadores do Salk Institute, nos Estados Unidos, encontrou uma proteína que seria a chave para manter esse ritmo regular e saudável onde quer que você esteja – ou para onde quer que você viaje.

Trata-se da Rev-ErbA, que atuaria como uma espécie de chave-geral, ligando e desligando os genes que coordenam o nosso ciclo. Até então, a comunidade científica acreditava que ele se regulava sozinho.

Segundo o autor do estudo, Ronald Evans, entender como a proteína funciona é o primeiro passo para controlá-la artificialmente. O próximo desafio seria observar como ela oscila ao longo do dia no organismo, e então criar uma dosagem exata para um possível medicamento para curar o jet lag.

A descoberta também traria benefícios para quem sofre com problemas crônicos relacionados ao sono e outros distúrbios ligados ao funcionamento irregular do ritmo circadiano.

Enquanto os cientistas estudam como criar o tal remédio milagroso, já existem algumas estratégias para combater os efeitos do jet lag. A principal recomendação é se movimentar, se alimentar e dormir nos horários certos – no caso, seguir o fuso horário local -, para que seu corpo se ajuste ao novo ritmo gradualmente.