Dólar R$ 3,28 0,39%
Euro R$ 3,67 -0,04%
SELIC 11,25% ao ano
Ibovespa 0,95% 63.257 pts
Pontos 63.257
Variação 0,95%
Maior Alta 5,04% SMLE3
Maior Baixa -3,99% MRFG3
Última atualização 24/05/2017 - 17:20 FONTE

Programa de internet veloz entre satélites gera expectativa

O programa, no qual foram investidos 500 milhões de euros, será oficialmente inaugurado assim que entrar em órbita o satélite EDRS-A

Paris – A Agência Espacial Europeia (ESA) e o grupo Airbus Defence and Space confirmaram nesta sexta-feira o lançamento, no próximo dia 28, do programa SpaceDataHighway, que proporcionará comunicações laser de alta velocidade no espaço, com 1,8 gigabytes de dados por segundo.

O programa, no qual foram investidos 500 milhões de euros, será oficialmente inaugurado assim que entrar em órbita o satélite EDRS-A, que será lançado desde a base russa de Baikonour, em território cazaque, a bordo de um foguete Proton.

Esse programa permitirá transmitir imagens, vídeos e dados captados por sensores procedentes de satélites de observação da Terra, veículos aéreos não-tripulados, aviões de vigilância e inclusive a Estação Espacial Internacional (ISS), precisou a ESA em comunicado .

Sua posição em órbita facilitará também o envio de até 50 terabytes de dados à Terra por dia quase em tempo real, um avanço frente às três ou quatro horas que demora atualmente.

“SpaceDataHighway é o equivalente à fibra óptica no espaço. Revolucionará as comunicações de satélites e veículos aéreos não-tripulados e contribuirá para que a indústria espacial europeia se mantenha na vanguarda dos serviços tecnológicos e inovadores”, declarou o diretor de Comunicações, Inteligência e Segurança de Airbus Defence and Space, Evert Dudok.

O primeiro dos satélites, que será operado pela Eutesat e dará cobertura à Europa, África, América Latina, Oriente Médio e a costa nordeste dos Estados Unidos, será seguido de um segundo dispositivo que será enviado ao espaço em 2017 para garantir sua redundância e ampliar sua cobertura.

Está previsto que a partir de 2020 um terceiro módulo proporcione cobertura global a um sistema cujo primeiro cliente será a Comissão Europeia, através dos quatro satélites de observação da Terra já em órbita.