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São Paulo - No Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, pesquisa testa novas tecnologias destinadas a orientação de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), para aplicação de defensivos químicos em lavouras. O objetivo dos experimentos é diminuir a quantidade aplicada em locais sensíveis, como margens do terreno, próximos à fauna e à flora.
Um artigo sobre os VANTs será apresentado no 32º International Geoscience and Remote Sensing Symposium (IGARSS), que acontecerá entre os dias 22 e 27, em Munique (Alemanha), pelo mestrando Fausto Guzzo da Costa, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), sediado no ICMC.
O estudo é orientado pelo professor Jó Ueyama, do ICMC e do INCT-SEC. Segundo Costa, “como essa aplicação depende de muitos fatores ambientais, como os ventos, é proposta a instalação de nós de sensores capazes de formar uma rede de sensores sem fio (RSSF) com o VANT, permitindo a troca de informações”. Isso possibilita à aeronave determinar a melhor rota de aplicação de defensivos químicos, aumentando sua eficiência.
Além disso, para continuidade do projeto, foi adquirido, desde janeiro, um quadcóptero — helicóptero não tripulado. Movido por quatro hélices, o veículo pode ser acionado pelo próprio computador e pilotado por um controle remoto. O intuito é que ele sirva como um roteador entre o VANT e os sensores que se encontram em solo. “Como o VANT passa em uma boa velocidade, os sensores no solo necessitam de um repetidor que funcione como uma “ponte” entre eles (sensores) e os VANTs”, afirma o professor Ueyama.
O quadcóptero possui tempo de vôo de aproximadamente 30 minutos, carga máxima de 400 gramas e conta com sensores de altitude e GPS. Além disso, contém suporte para uma câmera fotográfica, o que permite a realização de missões, como gravações mais direcionadas, ao ficar fixo em uma determinada localização.
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