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Esta enorme aurora austral foi fotografada no sábado pelo astronauta André Kuipers a bordo da Estação Espacial Internacional
São Paulo — A tempestade solar que atingiu a Terra na semana passada perturbou o sistema GPS, prejudicou as comunicações por rádio em algumas regiões e obrigou voos que passam perto dos pólos a mudar de rota. Mas ela também produziu auroras espetaculares nas regiões polares.
Durante quase duas semanas, moradores e viajantes nos países nórdicos, na Antártica e até em lugares como Nova Zelândia e Austrália aproveitaram para observar e fotografar esse fenômeno atmosférico. As auroras se formam quando partículas eletricamente carregadas se chocam com a alta atmosfera. Essas partículas são desviadas em direção aos polos pelo campo magnético terrestre.
Embora o fenômeno possa ocorrer em qualquer época, as auroras são muito mais extensas e luminosas quando há uma tempestade solar como a que aconteceu na semana passada. A tempestade fez com que as auroras se expandissem da suas áreas habituais e se tornassem visíveis mesmo em regiões de menor latitude. A atividade solar está, agora, se reduzindo. Mesmo assim, grandes auroras devem continuar acontedendo por mais alguns dias.
A foto acima foi feita no último sábado pelo astronauta holandês André Kuipers a bordo da Estação Espacial Internacional. Ela mostra uma aurora austral entre a Antártica e a Austrália. A luz verde é produzida pelo oxigênio ionizado. As faixas vermelhas acima dela correspondem ao nitrogênio, também ionizado.
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