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A comunidade científica internacional tem buscado uma tecnologia para a produção em escala industrial do etanol celulósico, isto é, derivado da celulose da cana
São Paulo - Novos avanços científicos tornaram a produção de etanol celulósico realidade, mas ainda é preciso um esforço concentrado de pesquisa para torná-la economicamente viável em escala industrial.
O caminho mais curto para cumprir esse objetivo é a intensificação dos estudos que visam aperfeiçoar e otimizar os coquetéis de enzimas usados na degradação da parede celular da cana-de-açúcar, de acordo com Igor Polikarpov, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP).
Um dos principais especialistas brasileiros em cristalização de enzimas, Polikarpov apresentou a palestra “Abordagem biológica para a degradação de polissacarídeos complexos” nesta segunda-feira (14/05), em São Paulo, durante o workshop conjunto do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, da Universidade de Nottingham e da Universidade de Birmingham.
Realizado pelo Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), o evento teve o objetivo de apresentar resultados da pesquisa em bioenergia em andamento na USP, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na Universidade Estadual Paulista (Unesp), na Universidade de Nottingham e na Universidade de Birmingham – ambas do Reino Unido –, com o objetivo de discutir a pesquisa em colaboração e planejar futuros projetos conjuntos.
A comunidade científica internacional tem buscado uma tecnologia para a produção em escala industrial do etanol celulósico, isto é, derivado da celulose da cana-de-açúcar. Atualmente, o etanol só pode ser fabricado a partir da sacarose, que corresponde a um terço da biomassa da planta. O etanol celulósico permitiria aproveitar os outros dois terços, aumentando a produtividade sem alterar a área plantada.
A empresa de biotecnologia dinamarquesa Novozymes anunciou, em abril, o desenvolvimento de uma nova enzima que, com a aplicação das tecnologias atuais de hidrólise, permitiu a produção de etanol celulósico a preços competitivos em relação ao etanol produzido na Europa. No entanto, o processo ainda é muito caro em relação aos custos de produção de etanol no Brasil.
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