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O novo robô foi elaborado a partir de polímeros de silício e seu movimento é impulsionado por bombeamento de ar
Washington - Pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram um robô com capacidade de camuflagem baseando-se em criaturas marinhas como polvos, sépias e lulas, informou nesta sexta-feira a revista ''Science''.
Assim como os cefalópodes, o robô tem um corpo suave, elástico e de grande flexibilidade.
O professor George Whitesides, um dos autores do estudo, explicou que a ''robótica convencional é uma área bastante desenvolvida'', e advertiu que a maioria das equipes é construídas se baseando no plano corporal de um mamífero.
''Nossa pergunta é: por que temos que fazer isso? Por que não pensar nos organismos que são suaves, que podem ter estruturas e formas de movimento diferentes e estratégias de camuflagem?'', insistiu.
O novo robô foi elaborado a partir de polímeros de silício e seu movimento é impulsionado por bombeamento de ar através de pequenos cilindros incorporados a suas ''patas''.
Já a camuflagem que desenvolveram é baseada em uma rede de pequenos canais pelos quais se bombeiam tinturas para mudar sua aparência.
Além de mudar de cor, as máquinas podem bombear líquidos quentes ou frios com o objetivo de conseguir também uma camuflagem térmica, assim como utilizar líquidos fluorescentes para brilhar no escuro.
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