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Tecnologia do Curiosity pode ficar ultrapassada em 30 anos
São Paulo - O jipe-robô Curiosity chegou ao planeta na segunda-feira (5). Por se muito pesado, o pouso em Marte exigiu um sistema complexo. Porém, pode ser que toda essa engenharia seja substituída por sondas muito menores, os nanorobôs.
Curiosity custou 2,5 bilhões de dólares. Ele tem 2,8 metros de comprimento e pesa 900 quilos (80 quilos só de instrumentos científicos). Portanto, ele tem as proporções de um carro pequeno.
Mas o objetivo dos cientistas é produzir sondas que necessitem de menos recursos, mas que sejam bem menores, mas muito mesmo. Elas devem ter cerca de um bilionésimo do tamanho de Curiosity. Isso pode tornar as próximas missões mais práticas e frequentes, além de não causar tanto tensão durante o pouso.
Os primeiros nanorobôs imaginados pelos cientistas seriam como grãos de areia inteligentes. Assim, ao invés de uma nave carregar uma sonda de 900 quilos, ela faria o transporte e aterrissagem cerca de 30.000 nanorobôs.
Segundo o portal Popular Science, a ideia é que eles se movimentem com ajuda do próprio vento de Marte como propulsão e aproveitem a baixa gravidade local, que é 38% menor do que a da Terra. Portanto, outra vantagem dos nanorobôs é que eles exigem menos combustível do que sondas ou robôs como o Curiosity.
Cada robô deve conter um nanoprocessador, uma antena para comunicação e um sensor de coleta de dados. Assim, eles poderiam cobrir milhares de quilômetros de Marte, estudar a composição química e geológica do planeta, além de transmitir as informações para a Terra.
Porém, para missões mais complexas, como a escavação sob a superfície de Marte, os robôs precisariam se deslocar de forma autônoma. Por isso, engenheiros do Autonomous NanoTechnology Swarm (ANTS), da NASA, trabalham no desenvolvimento de conceitos de robôs minúsculos, os TETwalkers. Eles teriam a capacidade de se conectar para formar dispositivos como sondas maiores.
Porém, a Popular Science ressalta que até agora os engenheiros só conseguiram construir exemplos de dois metros de altura. Para produzir algo em nanoescala, os pesquisadores precisam de nanotubos avançados para formar diferentes tipos de materiais. Além disso, como a radiação é muito forte em Marte, assim como as condições climáticas, esses nanorobôs precisam de uma boa proteção física.
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