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A função de uma proteína depende de sua forma e esta depende de como se encaixam suas complexas configurações tridimensionais
Washington - Um tipo de proteína, chamada chaperona molecular do estresse, impede que outras proteínas se colapsem durante situações estressantes para a vida celular as envolvendo numa espécie de 'abraço', segundo estudo publicado nesta quinta-feira na revista 'Cell'.
Os pesquisadores da Universidade Duke, na Carolina do Norte, e da Universidade de Michigan, na cidade de Ann Arbor, descobriram que quando o estresse é superado, a chaperona termina o 'abraço', o que permite que as proteínas se reagrupem e retornem à vida normal dentro da célula.
'O novo estudo ilustra como a flexibilidade ajuda as proteínas, que são cruciais para a maioria das tarefas celulares, a ter um bom desempenho sob condições estressantes', explicou Ursula Jakob, bióloga molecular da Universidade de Michigan.
A função de uma proteína depende de sua forma e esta depende de como se encaixam suas complexas configurações tridimensionais. As chaperonas moleculares são mais conhecidas porque ajudam no processo de enovelamento protéico.
A maioria das chaperonas moleculares está ativa somente quando estão totalmente dobradas. Mas os cientistas descobriram recentemente que certas proteínas, específicas em situações de estresse, tornam-se chaperonas ativas somente quando estão parcialmente desdobradas e perdem parte de sua estrutura.
Este achado contradiz os postulados mais comuns das chaperonas moleculares. No artigo de Cell, a equipe de pesquisa descreve como funciona uma destas proteínas, a Hsp33, que ajuda especificamente no estresse.
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