Aguarde...
Espaço 9 descobertas feitas com o Telescópio Herschel
Tecnologia Pesquisadores criam orelha biônica com impressora 3D
AprendizadoProfessor da USP lança curso on-line de escrita científica
Células-troncoCartilha alerta para armazenamento de cordão umbilical
PreladenantMerck suspende testes clínicos de remédio contra Parkinson
CorreçõesCientista que clonou células-tronco embrionárias admite erro
GripeVírus H7N9 pode se disseminar entre mamíferos
PragasBaratas evoluíram para evitar armadilhas com iscas de açúcar
EspaçoChoque incomum de galáxias revela processo de sua formação
EstudosOceanógrafo Jeffrey Richey coordenará pesquisas no Brasil
Polvo foi um dos moluscos estudados: artigo foi publicado no periódico Journal of Morphology
São Paulo - Em artigo de capa publicado no periódico Journal of Morphology, pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) descreveram detalhes até então obscuros do processo reprodutivo de moluscos cefalópodes, classe de animais marinhos a que pertencem os polvos, as lulas, as sépias e os náutilos.
A pesquisa foi feita com lulas da espécie Doryteuthis plei, coletadas no litoral de São Sebastião, em São Paulo, durante o doutorado de José Eduardo Amoroso Rodriguez Marian, com Bolsa da Fapesp, orientado pelo professor Osmar Domaneschi (in memoriam) e pela professora Sônia Godoy Bueno Carvalho Lopes.
“As lulas e os demais cefalópodes entram na fase reprodutiva no fim do ciclo de vida. Durante a cópula, os machos transferem seus gametas para as fêmeas por meio de um braço modificado conhecido como hectocótilo”, disse Marian.
Os espermatozoides são transferidos dentro de cápsulas chamadas espermatóforos, explicou o pesquisador. Essas estruturas são produzidas continuamente pelo macho quando ele atinge a maturidade sexual e ficam armazenadas no saco espermatofórico. A cada cópula, algumas dezenas de cápsulas são transferidas para as fêmeas.
“Já se conhecia esse processo, mas não se sabia por que os cefalópodes possuíam espermatóforos tão complexos. Para alguns autores, são as estruturas reprodutivas mais complexas do reino animal”, disse Marian.
Ao perceber a carência de trabalhos na área, Marian decidiu focar sua pesquisa de doutorado, que havia começado com tema mais amplo, no entendimento da estrutura e do funcionamento dos espermatóforos.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados