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Segundo a pesquisadora, a previsão do desgaste dos pavimentos pode evitar acidentes
São Paulo - Método norte-americano combinado com dados recolhidos em pesquisa da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) consegue prever o desgaste dos pavimentos de rodovias e estradas brasileiras. “Esse método foi usado como ferramenta de teste da previsão do desempenho do pavimento. Os resultados obtidos a partir do uso dos modelos foram muito próximos dos dados do desgaste real que tinha acontecido, ou seja, os modelos desenvolvidos foram capazes de caracterizar adequadamente o tráfego da região estudada”, afirma a engenheira da EESC, Heliana Barbosa Fontenele, que coordenou o estudo no Brasil.
O método foi desenvolvido na American Association of State Highway and Transportation Officials (AASHTO), que é a associação rodoviária dos Estados Unidos. Ele organiza dados relacionados ao tráfego do local, avaliando os tipos de veículos que circulam e os eixos que eles tem, por exemplo, além do clima e os materiais do pavimento.
Antes, no Brasil, só se utilizavam métodos empíricos que não conseguiam se aproximar da realidade e portanto faziam previsões pouco acertadas, já que não se considerava as variáveis específicas de cada lugar (clima, materiais, tipo de tráfego, frequência da passagem dos veículos, etc).
Heliana utilizou os dados de um posto de pesagem da Rodovia dos Imigrantes, que fica no Estado de São Paulo. Os dados recolhidos eram referentes a todo o tráfego da rodovia no ano de 2008. O posto de pesagem forneceu os dados de pesagem por eixo de cada veículo que passava na balança. “Eu recebi o peso desses eixos individualmente. Essa especificação faz com que os modelos se aproximem ainda mais do desgaste original”, diz Heliana.
Modelo único
O tráfego de veículos representa um papel muito importante, tanto no dimensionamento como no comportamento dos pavimentos ao longo do tempo, mas nem todos os locais dispõem de equipamentos para a coleta dos dados necessários. Os dados de pesagem fornecidos foram analisados tentando gerar modelos estatísticos que representassem a distribuição do tráfego original na região.
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