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Pesquisas | 21/05/2012 09:37

INCT de Astrofísica tem salto de produtividade

Balanço dos três anos de atividade do instituto registra aumento contínuo de publicações em revistas de alto impacto

Fábio de Castro, da

Divulgação

Espaço

Em 2011, pesquisadores ultrapassaram marca de 200 artigos

São Paulo - Com investimentos focados em metas estratégicas, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Astrofísica (INCT-A) conseguiu produzir um salto na produtividade de seus pesquisadores, com um grande avanço em publicações nas revistas científicas de mais alto impacto. Os resultados acabam de ser divulgados em um relatório de avaliação das atividades do INCT-A em seus três anos de existência.

De acordo com o balanço, os pesquisadores ligados ao instituto publicaram 202 artigos científicos em revistas indexadas em 2011. Desse total, 85% dos artigos foram publicados em revistas definidas como Qualis A pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). O relatório informa também que no INCT-A, desde o início do programa, a produtividade por pesquisador tem crescido a uma taxa média de 8% ao ano.

Financiado pela Fapesp e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o INCT-A conta com 173 cientistas doutores ativos em pesquisa, distribuídos em uma rede virtual de 31 instituições espalhadas pelo país.

As áreas de pesquisa com maior número de publicações são as de espectroscopia óptica e infravermelha de estrelas, sistemas estelares e galáxias, além da área de cosmologia teórica, com modelos envolvendo energia escura, de acordo com coordenador do INCT-A, João Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Steiner, uma das principais explicações para os bons resultados revelados pelo relatório é o forte sentido estratégico do instituto, que foca seus investimentos em objetivos de longo prazo.

“O principal diferencial do INCT-A é que nós definimos cinco objetivos estratégicos e restringimos a eles todos os investimentos. Optamos por investir no futuro da ciência, em vez de diluir os recursos em necessidades cotidianas dos pesquisadores, que podem ser supridas pelas agências de fomento”, disse Steiner.

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