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São Paulo - O dia 30 de junho durará um segundo a mais para poder ajustar os relógios ao período de rotação da Terra. Isso acontece porque existe uma pequena diferença entre as 24 horas de uma dia e o tempo que dura uma volta do planeta em torno do próprio eixo.
Em 1970, um acordo internacional reconheceu a existência das duas escalas de tempo: o período de rotação do planeta e o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC), baseado nos relógios atômicos. Como o tempo de rotação da Terra costuma ser um pouco maior do que nossa medição, de vez em quando uma intervenção é necessária para ajustar os dois padrões.
O Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS) é a organização responsável por observar a diferença entre as duas escalas e assinalar quando se deve inserir um segundo. Quando adicionado, ele é posicionado entre as 23:59:59 e 00:00:00. Nos relógios que usam o sistema UTC, ele é mostrado como 23:59:60.
Para a criação do UTC, primeiro gerou-se uma escala de tempo secundária, conhecida como Tempo Atômico Internacional (TAI), que consiste no UTC sem segundos acrescentados ou retirados. Quando o sistema foi instituído em 1972, os relógios atômicos já estavam 10 segundos atrasados em relação à rotação terrestre.
Desde 1972, já foram acrescentados segundos em intervalos que vão de seis meses a sete anos. O mais recente foi inserido no dia 31 de dezembro de 2008. Mesmo com o acréscimo do segundo extra em junho deste ano, continua havendo diferença entre o UTC e o TAI: 35 segundos de atraso.
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