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Banco Central: o BC não tem como objetivo reduzir o compulsório para os níveis internacionais
Brasília - O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, disse nesta sexta-feira (14) que o fim do compulsório adicional sobre depósitos à vista a partir de hoje representa uma liberação de R$ 9 bilhões. A redução na alíquota do adicional sobre depósitos a prazo, no final de outubro, terá impacto de mais R$ 7 bilhões.
O restante dos R$ 30 bilhões totais a serem liberados com as mudanças anunciadas hoje virá do aumento de até 36% para até 50% na parcela do adicional sobre depósito a prazo que poderá ser utilizado para compra de ativos.
Ele também disse que a decisão de anunciar hoje a mudança nas regras dos depósitos compulsórios, mesma data da liquidação dos bancos Cruzeiro do Sul e Prosper, é uma coincidência. "A questão de data é mera coincidência. Não foi decisão da área de liquidação. Isso já está em estudo há algum tempo. Esse adicional é uma particularidade do Brasil. A mudança transforma o compulsório em algo um pouco mais parecido com o que tem em outros países", afirmou.
Segundo Mendes, no entanto, o BC não tem como objetivo reduzir o compulsório para os níveis internacionais. "Ele dá um bom potencial de estabilidade financeira, para quando se enfrenta um momento de crise", afirmou.
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