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Partícula | 11/07/2012 17:29

Evidências sobre Bóson de Higgs podem ser falsas

Os físicos de partículas Ian Low, Joseph Lykken e Gabe Shaughnessy chegaram a essa conclusão após o estudo dos dados fornecidos pelo LHC, o acelerador de partículas

Vanessa Daraya, de

©AFP / Handout

Gráfico divulgado pelo CERN mostra uma experiência usada na busca pelo bóson de Higgs

Experiência usada na busca pelo bóson de Higgs: Grupo de físicos acredita que os cientistas encontraram um impostor

São Paulo - O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, o CERN, anunciou na semana passada a descoberta de uma partícula que pode ser o Bóson de Higgs. Porém, um grupo de físicos acredita que os cientistas encontraram um impostor.

Os físicos de partículas Ian Low, Joseph Lykken e Gabe Shaughnessy chegaram a essa conclusão após o estudo dos dados fornecidos pelo LHC, o acelerador de partículas do CERN. Eles são do Argonne National Laboratory, em Illinois, nos EUA.

Ele acreditam que o LHC analisou todas as faixas de busca em que o Bóson de Higgs poderia se transformar em uma nova partícula, já que ele tem vida curta. Portanto, o CERN não visualizou essa partícula, apenas encontrou a faixa de massa em que o Bóson de Higgs deve estar.

Depois de analisar os dados do CERN, os pesquisadores escreveram um artigo de 20 páginas. Eles acreditam que duas partículas genéricas podem parecer o Bóson de Higgs e enganar os físicos envolvidos na descoberta dessa nova partícula.

Nessa caso, essas partículas impostoras fariam parte de uma interpretação não baseada no Modelo Padrão, que propõe o Bóson de Higgs como o responsável por transferir massa para todas as outras partículas após o Big Bang, há 14 bilhões de anos.

Essa teoria dos físicos do Argonne National Laboratory é baseada na existência de diversas partículas semelhantes ao Bóson, ao invés de uma única. Nesse caso, todas elas são responsáveis pela formação do campo de Higgs, que forneceu massa à matéria. Baseado nisso, o CERN coletou dados que correspondem com as características de duas partículas que não estão relacionadas ao Modelo Padrão.

De qualquer forma, Low, Lykken e Shaughnessy concluem que é preciso esperar novas informações do CERN para confirmar qual é a verdadeira descoberta do LHC. Isso porque os físicos anunciaram 99,99% de certeza de que os dados coletados comprovem a existência do Bóson de Higgs. Porém, eles deixaram muito claro que precisavam investigar mais essa nova partícula. Pode ser que os dados coletados estejam realmente relacionados com outras partículas, apesar de as chances serem remotas.

Da mesma forma como ainda é cedo para afirmar que a partícula encontrada é o Bóson de Higgs, também não dá para ter certeza de que os físicos do Argonne National Laboratory estão certos. Para concluir algo, os físicos do CERN precisam analisar todas as propriedades da partícula descoberta. Somente depois disso, será anunciada a existência (ou não) do Bóson de Higgs.

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