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Tomate: Estudo contribui para a compreensão das alterações genéticas, fisiológicas e bioquímicas causadas nas plantas pela exposição aos metais pesados
São Paulo - Um estudo feito na Universidade de São Paulo (USP) identificou um tomateiro com alto potencial de tolerância à contaminação pelo metal pesado cádmio.
O trabalho de doutorado, defendido por Fernando Angelo Piotto, no Laboratório de Genética e Bioquímica de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, foi orientado pelo professor Ricardo Antunes de Azevedo e faz parte do Projeto Temático “Estresse oxidativo induzido por metais – novas abordagens”, coordenado por Azevedo.
Segundo Azevedo, o trabalho consistiu na avaliação de grande número de cultivares de tomateiros e na análise da variabilidade genética induzida por mutagênese – abordagem que consiste na introdução de mutações em sequências de DNA pela ação de agentes químicos ou físicos.
De acordo com o professor, o estudo contribui para a compreensão das alterações genéticas, fisiológicas e bioquímicas causadas nas plantas pela exposição aos metais pesados, o que poderá levar a avanços no desenvolvimento de novos meios de controle da contaminação.
“Nosso laboratório tem um banco de material genético com cultivares de tomateiros provenientes de diferentes partes do mundo. Além de analisar essas variedades, Piotto utilizou uma planta modelo para, por meio da indução de mutagênese, obter plantas mutantes mais tolerantes ao estresse causado pela presença do metal. O estudo identificou pelo menos um cultivar mais tolerante e um mais sensível ao cádmio, além de uma planta mutante que apresentou maior tolerância ao metal”, disse Azevedo à Agência FAPESP.
Piotto teve proposta de Bolsa de Pós-Doutorado aprovada pela FAPESP para dar continuidade ao estudo sobre determinação de parâmetros de tolerância ao cádmio em tomateiros.
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