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São Paulo - Nos últimos anos, as áreas de laranja situadas nas regiões tradicionais do norte e centro-sul do Estado de São Paulo vêm apresentando redução. No entanto, a região sudoeste caracteriza-se por maior incremento tanto na área plantada como na produção de frutos. O deslocamento da citricultura para esta região, além de possuir condições adequadas ao plantio, foi uma alternativa para minimizar o efeito das doenças que oneram o processo produtivo. Pautada nessa tese, Marina Maitto Caputo, do programa de pós-graduação (PPG) em Fitotecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, realizou o estudo Avaliação de doze cultivares de laranja doce de maturação precoce na região sudoeste do Estado de São Paulo.
A pesquisadora relata que a citricultura moderna enfrenta desafios que precisam ser resolvidos, principalmente, em relação à diversidade genética dos pomares, a fim de otimizar o processo produtivo e induzir a sustentabilidade do setor. “É restrito o número de cultivares nos pomares comerciais, embora a diversidade de gêneros, espécies, cultivares e clones de citros seja grande. Porém, o processamento industrial baseia-se em quatro cultivares principais que são a ‘Hamlin’ como precoce, a ‘Pêra’ como meia estação e a ‘Natal’ e ‘Valência’ como tardias”, explica a autora do estudo.
Marina destaca que alicerçada nessas quatro cultivares, o processamento industrial de sucos utiliza-se de frutos de junho a dezembro com maior intensidade, e até fevereiro do ano seguinte quando a oferta diminui, sendo março a maio o período de entressafra. Assim, é de extrema importância selecionar cultivares que produzam nesse período.
Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico de doze cultivares de laranja doce de maturação precoce e identificar aquelas superiores à laranja ‘Hamlin’ (cultivar precoce e padrão), a fim de oferecer ao citricultor da região sudoeste de São Paulo, novas opções que produzam frutos de qualidade, tanto para fruta “in natura” como para processamento industrial e que tenham produção antecipada. Foram avaliadas as cultivares ‘Hamlin’, ‘Westin’, ‘Pineapple’, ‘Rubi’, ‘Seleta Vermelha’, ‘Majorca’, ‘Valência 2’, ‘Olivelands’, ‘Kawatta’, ‘IAPAR 73’, ‘Salustiana’ e ‘Valência Americana’.
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