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Mulher: A noção de relógio biológico nas mulheres provém do fato de que a quantidade de óvulos diminui à medida que elas envelhecem
Washington - A noção de relógio biológico feminino surge da crença tradicional que os ovários não produzem mais óvulos depois do nascimento, mas um novo estudo genético reacende a controvérsia, de acordo com artigo divulgado nesta quinta-feira na 'Public Library of Sciences' (PLoS).
Cientistas do Hospital Geral de Massachusetts e da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) traçaram as origens dos óvulos imaturos, chamados de ovócitos, desde o período embrionário até a maturidade.
A noção de relógio biológico nas mulheres provém do fato de que a quantidade de óvulos diminui à medida que elas envelhecem, combinada com a forte crença de que os mamíferos não renovam ovócitos depois do nascimento.
Após avaliação cuidadosa dos dados, os pesquisadores chegaram à conclusão que na idade adulta as mulheres produzem novos óvulos. Eles se formam a partir de células germinativas progenitoras que saem do ciclo mitótico, processo que ocorre no núcleo das células eucarióticas e que precede imediatamente a divisão celular.
Ali termina sua capacidade de proliferar através da divisão celular e logo entram em meiose, processo único na formação dos óvulos e do esperma que tira a metade do material genético de cada tipo de célula antes da fertilização.
A opinião tradicional sustentou por décadas a informação de que as fêmeas de mamíferos nascem com todos os óvulos que terão em sua vida, mas as pesquisas mais recentes demonstram que os ovários de camundongos fêmeas e humanas adultas contêm uma rara população de células germinativas progenitoras, chamadas de células-tronco ovogônias, capazes de se dividir e gerar novos ovócitos.
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