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Vírus | 10/05/2012 17:00

Especialistas decidem sobre viabilidade de pílula anti Aids

Espera-se que o Comitê de Aconselhamento de Drogas Antirretrovirais divulgue sua decisão ainda esta quinta-feira

Kerry Sheridan, da

©AFP/Arquivo / Justin Sullivan

Frascos do antirretroviral Truvada em exposição em farmácia de San Anselmo, Califórnia, em novembro de 2010

O método de ingestão do medicamento antes da potencial exposição ao HIV é denominado profilaxia pré-exposição (PrEP)

Washington - Consultores sanitários dos Estados Unidos devem decidir nesta quinta-feira se recomendam a adoção da droga Truvada como a primeira pílula preventiva contra a Aids no lugar do tratamento para os infectados.

Resultados de estudos de referência publicados em 2010 demonstraram que a droga, fabricada pela Gilead Sciences, com sede na Califórnia, ajudou a repelir o HIV em homens homossexuais que adotam comportamentos de risco de 44% para quase 73%.

Mas críticos observam que a pílula é cara - custa até US$ 14 mil ao ano - e outros alertam que o teste clínico não representa as circunstâncias do mundo real e poderia provocar um aumento na prática de sexo sem proteção e em uma retomada nos casos de Aids.

Espera-se que o Comitê de Aconselhamento de Drogas Antirretrovirais divulgue sua decisão ainda esta quinta-feira. A Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, não seguiu o parecer, embora costume fazê-lo.

O Truvada atualmente está disponível como tratamento para soropositivos em combinação com outras drogas antirretrovirais e a FDA o aprovou em 2004. A fabricante de medicamentos Gilead Sciences Inc., da Califórnia, apresentou uma solicitação para poder comercializá-lo com objetivos de prevenção.

Os dados usados provêm principalmente do Estudo de Prevenção do HIV iPrEx, pesquisa realizada entre julho de 2007 e dezembro de 2009 em seis países: Brasil, Equador, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

O estudo foi realizado com 2.499 homens homossexuais, inclusive 29 transsexuais, com idades entre 18 e 67 anos, sexualmente ativos, mas não infectados com o vírus causador da Aids.

Os participantes foram selecionados ao acaso para tomar uma dose diária de Truvada - combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 milligramas de tenofovir disoproxil fumaratoo - ou um placebo.

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