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Neurotransmissor | 04/05/2012 20:36

Dopamina pode determinar grau de esforço no trabalho

Cientistas mostraram que a concentração do neurotransmissor em diferentes regiões do cérebro influencia o nível de esforço para realização de uma tarefa

Sxc.hu

Mão segura cérebro

Informação é do periódico The Journal of Neuroscience

A diferença entre uma pessoa esforçada no trabalho e uma preguiçosa pode ser a quantidade de dopamina em determinadas regiões no cérebro, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira no periódico The Journal of Neuroscience.

O experimento foi realizado em duas etapas com um grupo formado por 25 pessoas saudáveis. Na primeira etapa foi feita uma análise motivacional, na qual os participantes tinham que decidir se aceitariam realizar ou não uma tarefa dependendo do esforço necessário e da quantidade de dinheiro que receberiam como recompensa.

Parte do grupo aceitou tarefas mais difíceis por uma maior quantidade de dinheiro ainda que tivessem que desempenhá-la por um longo período. Já pessoas menos motivadas desistiam de uma tarefa se ela exigisse muito esforço.

Em uma segunda fase, os participantes passaram por um tipo de tomografia cerebral, que mediu a atividade de dopamina em partes diferentes do cérebro.

Com os resultados dos dois experimentos, os pesquisadores examinaram se havia relação entre a quantidade de dopamina de cada indivíduo e sua pontuação no teste motivacional.

Os pesquisadores revelaram que pessoas que normalmente se esforçam para desempenhar uma atividade têm maior concentração de dopamina em áreas do cérebro relacionadas a mecanismos de recompensa e motivação. No cérebro daqueles que geralmente se esforçam menos, foram encontradas maiores concentrações de dopamina na ínsula, região do cérebro relacionada a percepção, comportamento social e autoconsciência.

"Estes resultados mostram pela primeira vez que o aumento de dopamina na ínsula está associado à menor motivação — o que sugere que os efeitos das drogas dopaminérgicas (medicamentos como a levodopa, usadas no tratamento do Parkinson) no comportamento variam dependendo de onde elas agem no cérebro", disse Michael Treadway, pesquisador da Vanderbilt University, de Nashville, no Tennessee, e coordenador do estudo.

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