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Pistorius e Alan Fonteles, no pódio da prova: Pistorius não podia participar das competições com atletas não deficientes até 2008
Londres - O Comitê Internacional Paralímpico defendeu nesta segunda-feira as regras em vigor sobre próteses usadas por atletas, apesar da polêmica gerada pelo sul-africano Oscar Pistorius após sua derrota para o brasileiro Alan Fonteles na final dos 200m T44, neste domingo, em Londres.
Pistorius, que fez história há um mês ao se tornar primeiro atleta duplamente amputado a ter participado de uma Olimpíada junto com atletas não deficientes, chegando às semifinais dos 400 m rasos e disputando a final do revezamento 4x400 m, criticou o aumento recente do tamanho das próteses usadas pelo brasileiro.
De acordo com o CIP, o sistema utilizado para definir as próteses autorizadas ainda é o "melhor possível". No entanto, Peter Van Der Vliet, diretor científico da entidade, admitiu que as regras ainda devem ser avaliadas.
O CIP rejeitou as reclamações de Pisturius e Van Der Vliet alegou que as regras, estabelecidas para garantir que as próteses fossem proporcionais ao corpo do atleta, "sempre contaram com a satisfação e a confiança dos atletas".
O limite de comprimento das próteses está sendo calculado de acordo com uma fórmula matemática baseada na envergadura do atleta e na distância do esterno (peito) até a extremidade dos membros amputados.
Além desta fórmula, 3,5% do cálculo está sendo efetuado com base na observação da corrida de um atleta não deficiente sobre a ponta dos pés.
Este sistema de medida das próteses foi desenvolvido após consultas com atletas, treinadores e federações antes de ser aprovado pelo CIP.
Van Der Vliet explicou que a determinação dessas regras a respeito dos equipamentos é muito complexa e segue um processo em constante evolução.
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