Aguarde...

Ciência | 21/08/2011 10:55

Coreia do Sul cria cachorros fluorescentes para pesquisar doenças

Cachorros clones ajudam a curar doenças, segundo cientistas sul-coreanos

Jairo Mejía, da

Wikimedia Commons

Cachorro Beagle

Esse princípio científico inspirou a criação de Ruppy, um beagle, cujo DNA sintetiza uma proteína que faz com que seus tecidos sejam de uma cor vermelha

Seul - Um grupo de cientistas sul-coreanos conseguiu clonar cães geneticamente modificados e com propriedades fluorescentes que podem ajudar a curar doenças humanas e dar um passo à frente no avanço das pesquisas médicas.

Fora do laboratório liderado pelo professor Lee Byeong-chun na Universidade Nacional de Seul é possível escutar os latidos dos únicos cachorros clonados do mundo, um marco na replicação animal. Entre eles está Snuppy, um galgo que em 2005 se transformou no primeiro cachorro clonado da história sob a direção do polêmico cientista Hwang Woo-souk, que renunciou ao reconhecer que tinha falsificado dados de pesquisas sobre células-tronco de embriões humanos clonados.

Agora o laboratório da Universidade de Veterinária, que atraiu todos os olhares da comunidade científica mundial em 2005, mudou o enfoque de suas pesquisas e se centra na clonagem de cachorros, uma linha de trabalho que se demonstrou válida e longe de qualquer dúvida.

A última conquista da equipe de trabalho do professor Lee é a criação de um beagle, nascido em 2009, que revela propriedades fluorescentes ao ingerir um antibiótico que ativa sua pele lumínica, adquirida por manipulação genética.

O cachorro se chama Tagon e sob luz ultravioleta e um filtro especial mostra uma característica única em sua espécie: reflete um forte sinal verde que além de atrair a atenção do público, poderia ser de utilidade para estudar curas para as doenças. Segundo explicou Lee à Agência Efe, é possível aplicar um procedimento similar em doenças humanas, de modo que ao tomar um remédio indutor se ativem funções genéticas quando se desejar, como uma intersecção.

O mesmo princípio inspirou a criação de Ruppy, outro beagle, cujo DNA sintetiza uma proteína que faz com que seus tecidos sejam de uma cor vermelha, que por sua vez fica fluorescente sob a luz ultravioleta.

A cor vermelha de Ruppy serve para demonstrar que a inserção genética funcionou "como um marcador", detalha Lee em seu escritório, rodeado por cachorros de pelúcia. O professor argumenta que a seleção de cachorros como objeto de estudo se deve a que compartilham mais de 269 genes de doenças com os humanos, por isso que podem servir de modelo de pesquisa para doenças como o Parkinson.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados

>