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Cérebro | 18/07/2012 22:59

Consumo excessivo de álcool aumenta risco de demência

Pesquisa com mais de 5 mil voluntários acima de 65 anos relaciona perda de memória e declínio das funções cognitivas ao excesso de álcool

Peter MacDiarmid / Getty

Garrafas de bebidas num bar

Estudos genéticos devem ajudar os cientistas a compreender melhor por que as pessoas bebem

São Paulo - Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, demonstrou uma ligação entre o consumo excessivo de álcool por idosos e o risco de desenvolver demência. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Vancouver, no Canadá, aponta que consumir a bebida em excesso duas ou mais vezes por mês aumenta em 2,5 vezes os riscos de declínio cognitivo e de memória.

Segundo o pesquisador Iain Lang, que coordenou o estudo, alguns malefícios que a bebida causa nessa faixa etária já eram conhecidos. Os cientistas já sabiam da ligação do álcool com riscos ao sistema cardiovascular, incluindo ataques cardíacos. “No entanto, até nossa pesquisa não estava claro quais os efeitos do excesso de álcool nas funções cognitivas e no risco de desenvolver demência”, diz.

Eles analisaram os dados de 5.075 voluntários com mais de 65 anos que haviam participado de um grande estudo que avaliou a saúde de 26.000 americanos. Esse estudo recolheu seus primeiros dados em 2002 e acompanhou os voluntários por oito anos.

O estudo mostrou que 8,3% dos homens e 1,5% das mulheres consumiam álcool em excesso uma vez ou mais por mês. Já 4,3% dos homens e 0,5% das mulheres relataram que as bebedeiras aconteciam duas ou mais vezes por mês. Para os pesquisadores, consumir álcool em excesso significa beber quatro ou mais doses em uma mesma ocasião.

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