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Espaço | 28/05/2012 19:59

Conheça os desbravadores da Via Láctea

VEJA conversou com três dos maiores caçadores de exoplanetas, William Borucki, Stéphane Udry e Geoffrey Marcy. Eles vasculham a galáxia em busca de resposta para a seguinte questão: estamos sozinhos?

Marco Túlio Pires, de

Wikimedia Commons

Via Láctea e Saturno

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço

São Paulo - William Borucki, Stéphane Udry e Geoffrey Marcy. Certamente, esses não são nomes muito conhecidos. Contudo, se um planeta idêntico à Terra for encontrado num futuro próximo, a descoberta provavelmente será assinada por um deles. Por quê? A ciência já confirmou a existência de 767 exoplanetas, como são chamados os mundos fora do Sistema Solar.

Mais da metade deles foi descoberta por esses três astrofísicos. Eles operam os mais modernos instrumentos, dentro e fora da Terra, para responder à seguinte questão: estamos sozinhos no universo?

A caçada por exoplanetas começou como um movimento teórico na década de 1970, ganhou força na década seguinte e deslanchou de vez em 1995, quando o astrofísico suíço Michel Mayor encontrou um exoplaneta orbitando uma estrela parecida com o Sol, o 51 Pegasi b, feito inédito até então. Desde então, vários equipamentos foram construídos para encontrar esses mundos distantes.

De todos os maquinários construídos para caçar planetas em atividade, é possível destacar um no espaço e dois em terra. Orbitando o Sol, no mesmo caminho que a Terra percorre todos os anos, encontra-se o telescópio espacial americano Kepler. Aqui na Terra, dois detectores de exoplanetas — HARPS e HIRES — estão instalados no telescópio de La Silla, no Chile, e no telescópio Keck, no Havaí, respectivamente.

O desbravador – William Borucki é o cientista-chefe da missão Kepler. É também uma espécie de desbravador entre os caçadores de planetas. Não fosse sua teimosia, é possível que nenhum dos candidatos a exoplanetas apontados pela missão estivesse sob o escrutínio da comunidade científica.

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