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Obrigado a utilizar uma cadeira de rodas e a falar por meio de um computador, Hawking continua trabalhando incansavelmente para revelar os mistérios do universo
São Paulo - O mais famoso físico do planeta, Stephen Hawking, é portador da esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que paralisa todos os movimentos de suas vítimas ao longo dos anos. Por causa da gravidade da doença, os médicos deram a Hawking somente dois anos de vida, mas ele sobrevive a despeito da incapacidade de se mover. Seu cérebro continua intacto e produtivo.
Hoje, o físico movimenta a bochecha para ativar um aparelho feito sob medida que o ajuda a formar palavras e frases. Contudo, com o passar do tempo, Hawking também perderá a capacidade de mover a bochecha. Quando isso acontecer, suas chances de se comunicar com o mundo exterior serão reduzidas a zero, ou quase isso. Uma nova tecnologia, porém, pode garantir que o gênio continue se comunicando. Philip Low, professor da Universidade Stanford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos nos Estados Unidos, vai substituir o movimento da bochecha, que controla o sistema de comunicação de Hawking, por um comando cerebral.
Low trabalha com Hawking há um ano utilizando um gravador de ondas cerebrais. "Ele me pediu que o visitasse e queria fazer parte dos nossos estudos", diz Low, em entrevista ao site de VEJA. "Pedimos a ele que treinasse a mente a imaginar que estava mexendo os membros, mesmo impossibilitado", diz. Esse pensamento seria a ordem para ativar o sistema de comunicação do físico.
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