Aguarde...
InéditoCientistas criam olho artificial semelhante ao da mosca
PesquisaBarco Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica
Vírus HIV30 anos após descoberta, cientistas falam em erradicar Aids
Ciência Menina de 18 anos cria algoritmo que diagnostica leucemia
EspaçoRobô perfura segundo poço em Marte
IncêndiosEspecialista defende manejo de fogo no Cerrado
Entrevista"Cientistas podem contar uma história sem perder a acurácia"
AidsTrinta anos após descoberta, HIV ainda desafia saúde pública
SitePortal vai reunir pesquisas científicas na área de saúde
MedicinaVacina contra a febre reumática será testada em humanos
Paciente com Alzheimer: Doença pode representar o extremo do declínio na capacidade cognitiva
São Paulo - A descoberta de uma mutação genética que protege tanto contra a doença de Alzheimer como contra o declínio cognitivo associado ao envelhecimento foi descrita nesta quinta-feira (12/07) em artigo publicado no site da Nature.
De acordo com a revista, a descoberta abre a possibilidade de relações no funcionamento das duas condições e pode representar um alvo em potencial para o tratamento e a prevenção de Alzheimer.
Um padrão nessa doença degenerativa atualmente incurável é a existência de placas amiloides, cuja formação envolve a proteína precursora de amiloide (PPA). Na nova pesquisa, Kari Stefansson, da Faculdade de Medicina da Universidade da Islândia, e colegas analisaram cerca de 2 mil genomas e identificaram uma mutação específica no gene PPA que confere forte proteção contra a doença de Alzeheimer.
De acordo com os cientistas, essa proteção, embora rara, resulta em uma redução de aproximadamente 40% na formação de placas de proteínas. Os autores também verificaram que pessoas mais velhas (com idades entre 80 e 100 anos), sem doença de Alzheimer e que são portadores da mutação apresentam melhor função cognitiva do que aquelas que não têm a mutação.
Os pesquisadores sugerem que a doença de Alzheimer pode representar o extremo do declínio na capacidade cognitiva associado ao envelhecimento.
Segundo os autores do estudo, trabalhos anteriores haviam relacionado mutações no gene PPA com casos de Alzheimer precoce e familiar, mas não com exemplos comuns de desenvolvimento da doença em pessoas não jovens.
Stefansson e colegas apontam que a descoberta apoia hipóteses anteriores de que interferir na produção da PPA – o que pode ser feito com drogas atualmente existentes – pode resultar na proteção contra a doença de Alzheimer.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados