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Devido ao seu hábitat pequeno e remoto, os bonobos foram a última espécie de símio "descoberta" nos 1920, e são os mais raros de todos os símios em cativeiro
Paris - Cientistas anunciaram nesta quarta-feira ter decodificado o código genético do bonobo e descobriram que o símio têm um DNA mais próximo dos humanos do que de seu parente mais próximo, o chimpanzé.
O bonobo é o último dos chamados grandes símios a ter seu genoma decodificado, depois do chimpanzé, do gorila e do orangotango.
Os dados, que os cientistas esperam que ajude a lançar luz sobre a linhagem humana, foram obtidos de Ulindi, fêmea de bonobo do zoológico de Leipzig.
Eles demonstraram que mais de 3% do genoma humano, que contêm nossos dados hereditários codificados no DNA, são mais próximos tanto do genoma do bonobo quanto do chimpanzé do que dos dois símios que entre si.
A informação "abre a possibilidade de medir com precisão a diversidade genética e, consequentemente, a história populacional do ancestral (comum)", destacou a equipe de pesquisas internacional no estudo publicado na revista Nature.
O bonobo e o chimpanzé são os parentes vivos mais próximos do homem.
O estudo genético demonstrou que os humanos diferem cerca de 1,3% dos bonobos ou dos chimpanzés, que por sua vez diferem cerca de 0,4% entre si.
Embora sejam similares em muitos aspectos, os símios africanos diferem em comportamentos sociais e sexuais importantes e alguns demonstram mais similaridade com os humanos do que entre si.
Os machos dos chimpanzés competem agressivamente por domínio e sexo, unem forças para defender seu território e atacam outros grupos.
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