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Doenças | 08/08/2012 18:25

Carga genética contribui para colesterol alto em crianças

A pesquisa revelou que 8% das crianças têm uma taxa elevada de LDL (colesterol ruim) e 45% delas apresentam HDL (colesterol bom), em níveis abaixo do padrão

Fernanda Cruz, da

©AFP/Getty Images / John Moore

Remédio usado para aumentar níveis de HDL, conhecido como o colesterol "bom"

Remédio usado para aumentar níveis de HDL, conhecido como o colesterol "bom": em excesso, o colesterol contribui para o entupimento das artérias

São Paulo - No Dia Nacional de Controle do Colesterol, pesquisa revela que pais com colesterol alto podem transmitir o problema aos filhos pela carga genética. O estudo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia analisou o histórico familiar de 100 crianças e adolescentes, com idade entre 5 e 17 anos, e constatou que em 30% dos casos, a alta taxa tinha ligação com a genética.

A pesquisa revelou que 8% das crianças têm uma taxa elevada de LDL (colesterol ruim) e 45% delas apresentam HDL (colesterol bom), em níveis abaixo do padrão.

De acordo com a nutricionista do instituto, Renata Alves, a alimentação controlada ajuda a regular as taxas de colesterol nas crianças com predisposição genética, mas isso não impede que elas possam apresentar níveis acima do normal. “Eu mesma já vi crianças de 3 anos de idade com colesterol muito alto e que a alimentação não era necessariamente ruim”, disse.

Quando apenas um dos pais tem colesterol alterado, conta a nutricionista, existe o risco de transmissão pela carga genética. Se o pai e a mãe apresentam a elevação, as chances aumentam. Em casos de casamento entre primos, a predisposição é ainda maior. “A família carrega a carga genética e é muito provável que a criança venha a ter também”, explica.

Por isso, famílias com histórico de colesterol alto devem ficar atentos ao surgimento do problema nos filhos desde a infância, mesmo que a criança seja magra e não apresente qualquer sinal, alerta Renata Alves. Ela explica que a maior parte do colesterol é produzida no organismo e que o risco de a criança tê-lo em altos níveis não está simplesmente relacionado à quantidade de gordura corporal. “É mais a capacidade do organismo de fabricar e utilizar esse colesterol”, disse.

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