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Física | 04/07/2012 14:10

7 perguntas e respostas sobre o bóson de Higgs

O bóson de Higgs, identificado pelos físicos do CERN, é uma peça importante no quebra-cabeça da física moderna. Veja por que

CERN / divulgação

Colisão de íons pesados em frente ao detector Atlas, no LHC

Íons colidem no LHC: o gigantesco acelerador de partículas é fundamental para o estudo do bóson de Higgs

São Paulo — A Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) divulgou, hoje, que cientistas trabalhando no Grande Colisor de Hádrons observaram uma partícula que – ao que tudo indica – corresponde ao bóson de Higgs, cuja existência havia sido prevista teoricamente. Apelidado, por alguns, de partícula de Deus, o bóson de Higgs é uma peça fundamental no quebra-cabeça da física moderna. A comprovação experimental da sua existência é um importante marco para a ciência. Veja alguns detalhes sobre a descoberta.

1 A existência do bóson de Higgs está comprovada?

Pode-se dizer que sim, embora não haja 100% de certeza. Dois experimentos diferentes realizados no Grande Colisor de Hádrons (LHC), na Suíça, detectaram uma partícula cujas características correspondem ao bóson de Higgs. Os cientistas estimam que a chance de a partícula encontrada não ser esse bóson é de apenas uma em cerca de 3,5 milhões. É um grau de certeza muito alto.

Ainda assim, os físicos são cautelosos ao apresentar suas conclusões. Eles dizem que ainda há muito trabalho pela frente para afastar essa leve incerteza. A chance de que haja algum erro experimental também não está totalmente descartada. Mas os resultados são consistentes e plausíveis.

2 Qual é a importância dessa descoberta?

O bóson de Higgs foi previsto como parte do chamado Modelo Padrão, usado na física moderna para explicar a constituição da matéria. Era a única partícula prevista nesse modelo que ainda não havia sido observada experimentalmente. A comprovação experimental mostra que o Modelo Padrão está correto.

Se, ao contrário, os físicos descobrissem que o bóson de Higgs não existe, teriam de elaborar um novo modelo. Nesse caso, muitos estudos realizados nas últimas décadas precisariam ser revistos. 

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