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A tempestade solar tem sua origem numa ejeção de massa coronal do Sol, vista nesta foto feita na terça-feira pela NASA
São Paulo — Chegou à Terra, nesta madrugada, a mais forte tempestade solar dos últimos cinco anos. A tempestade – uma nuvem de radiação que viaja pelo espaço em altíssima velocidade – tem sua origem no despreendimento de parte da massa coronal do Sol que ocorreu há alguns dias. Os efeitos da radiação na atmosfera são visíveis nas regiões polares, ondem ela produz auroras boreais e austrais espetaculares. Veja outros detalhes sobre o fenômeno.
1 Intensidade
A tempestade solar desta semana é classificada no nível S3 na escala usada pelos astrofísicos para indicar a intensidade desses fenômenos, que vai de S1 a S5. Esse nível é descrito como “forte” pela Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA). Acima dele, ainda existem os níveis “severo” e “extremo”. Tempestades de nível superior a S3 são raras. Uma de nível S5 seria catastrófica e poderia causar grandes prejuízos econômicos.
2 Riscos à saúde
Segundo a NOAA, a radiação pode trazer riscos à saúde apenas no caso de astronautas e de pessoas a bordo de aviões voando a grande altitude sobre as regiões polares. Em função disso, voos que atravessam as regiões polares estão sendo desviados para rotas de menor latitude nesta semana. Não há risco para quem está no chão ou voando em regiões tropicais.
3 Satélites
Uma tempestade solar extrema, de nível S5, seria capaz de tornar satélites de comunicações totalmente inoperantes. Mas não é o caso do fenômeno que acontece nesta semana, de nível S3, que tem efeitos bem menos desastrosos. Mesmo assim, ele pode provocar falhas ocasionais nos satélites de comunicação e GPS.
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