Não há rastro de água na Lua, diz programa espacial chinês

A conclusão foi tirada depois da análise das medições da Chang E 3 no Mare Imbrium, a segunda maior cratera da superfície lunar

Pequim – Os dados recolhidos pela primeira sonda espacial chinesa na superfície lunar, a Chang E 3, “confirmam as especulações de que não há água na Lua”, afirmou nesta segunda-feira o jornal oficial “China Daily”.

A conclusão foi tirada depois da análise das medições da Chang E 3 no Mare Imbrium (“Mar de Chuvas”, em Latim), a segunda maior cratera da superfície lunar, onde a sonda aterrizou em dezembro de 2013 e onde estudou a estrutura do solo a centenas de metros de profundidade.

“Medimos a quantidade de água na superfície lunar e sobre ela, mas por enquanto só encontramos as mais baixas quantidades”, afirmou o investigador da Academia Chinesa de Ciências Wen Jianyan.

A existência de água na Lua, uma teoria que levou aos antigos astrônomos a denominar as crateras lunares de “mares”, foi uma hipótese que perdeu força quando os primeiros astronautas pisaram na superfície desse satélite em 1969, já que não encontraram vestígios líquido nas amostras levadas à Terra.

No entanto, novos achados a cargo de missões como a sonda lunar indiana Chandrayaan 1 no final da década passada voltaram a dar força à teoria que há água no satélite terrestre.

Um elemento vital para que possa ventilar a -por enquanto remota- possibilidade de colônias permanentes habitadas por humanos na Lua.

A China lançará sua quarta sonda lunar, o Chang E 4, em 2018, e no futuro estuda a possibilidade de enviar missões tripuladas, possivelmente na próxima década.