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Última atualização 23/05/2017 - 17:20 FONTE

Morre Tilikum, a orca do SeaWorld que protagonizou “Blackfish”

O parque já tinha informado em 2016 que, pelo seu tamanho quando foi capturado em 1983, o animal estava muito perto de sua expectativa de vida

Miami – A orca Tilikum, do SeaWorld de Orlando, nos Estados Unidos, famosa pela morte de sua treinadora em 2010 e em torno da qual girou o polêmico documentário “Blackfish”, morreu aos 36 anos, provavelmente em consequência de uma infecção respiratória, informou nesta sexta-feira o parque.

“A família do SeaWord está profundamente entristecida por ter de anunciar que uma de suas orcas mais conhecidas, Tilikum, morreu na manhã de hoje rodeada dos treinadores, veterinários e equipe que lhe deram o melhor atendimento médico”, afirmou o SeaWorld em comunicado de imprensa.

A saúde de Tilikum tinha se deteriorado nesse último ano. O parque já tinha informado em março de 2016 que, pelo tamanho que tinha quando foi capturado em 1983, o animal estava muito perto do limite da expectativa de vida das orcas machos.

O parque Seaworld de Orlando, no centro da Flórida, ressaltou no comunicado que Tilikum “tinha sofrido problemas de saúde muito graves”, mas a “causa oficial de sua morte não será determinada até que se complete a autópsia”.

Os veterinários do SeaWorld estavam tratando uma “infecção pulmonar bacteriana persistente e complicada” que minava a saúde desta orca de seis toneladas e 6,7 metros de comprimento.

O Seaword acrescentou que a “vida de Tilikum sempre estará intrinsecamente ligada à perda de nossa querida amiga e colega Dawn Brancheau”, treinadora que em 2010, e no meio de um espetáculo, foi agarrada pelo cabelo por esta orca e arrastada ao fundo do tanque no qual se encontravam. A mulher morreu asfixiada, segundo o relatório legista.

Segundo se informou então, o cetáceo chegou ao parque de diversões de Orlando com antecedentes de ter atacado fatalmente uma treinadora no Canadá e em 1999 um homem apareceu morto sobre as costas de Tilikum após entrar durante a noite no tanque da orca.

O incidente mortal deu novo impulso à controvérsia sobre as orcas assassinas e os parques temáticos deste tipo, à qual uniu-se a denúncia mostrada nas telas de cinema pelo documentário “Blackfish”, da cineasta Gabriela Cowperthwaite, lançado em 2013 e que retrata os maus-tratos e o cativeiro dos animais a serviço do espetáculo.

A polêmica gerada por “Blackfish” provocou uma diminuição considerável de visitantes para o parque, que se viu obrigado a despedir cerca de 300 empregados nos últimos meses e a iniciar uma mudança de modelo de negócio, centrado mais em atrações mecânicas, como o recente anúncio da montanha-russa “Electric eel”, em seu parque de San Diego (Califórnia).

Nesse sentido, o SeaWorld lembrou hoje que o parque não recebeu um cetáceo em estado selvagem em quase 40 anos e que, em março do ano passado, anunciou o “fim do programa de criação de orcas”, o que transforma as baleias atualmente em cativeiro no SeaWorld na “última geração de orcas sob cuidado humano”.