LHC processou 60 petabytes para descobrir bóson de Higgs

O grande colisor de hádrons onde foi realizada a descoberta da massa do Bóson de Higgs processou 60 trilhões de bytes ao longo de quatro anos

O grande colisor de hádrons onde foi realizada a descoberta da massa do Bóson de Higgs, também conhecido como Large Hadron Collider (LHC), processou 60 trilhões de bytes ao longo de quatro anos.

Para dar conta de todo esse poder de processamento, os cientistas utilizaram a maior rede integrada de computadores do mundo, a Worldwide LHC Computing Grid (WLCG).

Segundo o site The Conversation, sobre pesquisas acadêmicas, a rede está distribuída em 174 instalações em 40 países.

Ao distribuir a carga de trabalho computacional ao redor do planeta, os vastos torrents de streaming de dados de partículas preciosas do colisor podem ser entregues e processados – e milhares de físicos podem se debruçar sobre eles – independentemente da localização ou hora do dia ou da noite.

Durante a primeira parte de experiências com o LHC, a WLCG usava até 485 mil núcleos de processamento do computador para verificar cerca de dois milhões de conjuntos de cálculos por dia, ainda de acordo com o site.

Cerca de 10% deste-processamento foi realizado pela GridPP Collaboration, a contribuição do Reino Unido para o WLCG financiado pelo Science and Technology Facilities Council (STFC).

Hoje, o centro de dados da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear está processando cerca de um milhão de bilhões de bytes (um petabyte, ou 1 PB) por dia – o equivalente a cerca de 210 mil DVDs.

Agora, a rede se transformou em algo mais: uma comunidade de especialistas que incansavelmente transformam tecnologia em resultados inovadores de física.

Na segunda parte de experimentos do LHC, que começará este mês, os mesmos especialistas precisarão gerenciar quantidades ainda maiores de dados produzidos pelas colisões de partículas de maior energia.