LHC pode realizar descoberta ainda maior que Bóson de Higgs

Segundo pesquisadores, o acelerador de partículas poderá ajudar os físicos a entenderem como a matéria escura funciona no Universo

São Paulo – Após ter rendido o Prêmio Nobel de Física de 2013 pela descoberta do Bóson de Higgs, o maior acelerador de partículas do mundo voltará à ativa e pode trazer outra conquista fascinante para a ciência.

Segundo pesquisadores, o acelerador de partículas poderá ajudar os físicos a entenderem como a matéria escura funciona no Universo.

Construído pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), o Grande Colisor de Hádrons passará pela segunda de três etapas de execução para as quais foi projetado.

Segundo o CERN, após o aprimoramento, ele será duas vezes mais poderoso do que agora.

O colisor já levou os físicos a descobrirem o Bóson de Higgs, ajudando a explicar como os objetos possuem massa.

Neste ano, o acelerador recomeçará a funcionar com energia mais elevada, com o objetivo de entender por que a natureza prefere a matéria do que antimatétia.

Se tudo der certo, uma nova descoberta pode ser feita ainda este ano.

“Talvez nós encontremos uma matéria supersimétrica”, disse a professora da Universidade da Califórnia e membro da equipe de pesquisadores do LHC, Beate Heinemann.

A supersimetria é a extensão do modelo padrão de física que visa preencher algumas lacunas sobre como os cientistas entendem a matéria.

De acordo com essa teoria, todas as partículas tem uma contraparte que é mais pesada, e os especialistas acreditam que se essas partículas estão ali o LHC será capaz de encontrá-las.

Como o modelo padrão da física não consegue explicar a existência da matéria escura, uma forma de matéria que interage apenas gravitacionalmente, como em estrelas e galáxias, a supersimetria ajuda a oferecer um cenário mais compreensivo de nosso mundo.

A primeira das oito etapas para fazer o LHC funcionar novamente se iniciou em dezembro do ano passado e pode levar vários meses para ser concluída.