Observatório revela imagem de formação estelar na Via Láctea

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) captou uma nova imagem de duas regiões de intensa formação estelar no sul da Via Láctea

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou uma imagem de duas regiões de intensa formação estelar no sul da Via Láctea. Uma delas é conhecida por ter a maior concentração de estrelas maciças descoberta até agora em nossa galáxia.

A imagem foi feita pelo instrumento Wide Field Imager, no Observatório de La Silla, no Chile. A imagem revela duas regiões de formação estelar na Via Láctea austral: um enxame estelar e uma coleção de nuvens de gás brilhante.

A primeira das regiões, à esquerda, é o enxame estelar NGC 3603, que está a 20 000 anos-luz de distância, no braço em espiral Carina-Sagitário, da Via Láctea.  A segunda, à direita, é a NGC 3576, uma coleção de nuvens que está a apenas metade da distância da Terra quando comparada com a primeira região.

O enxame estelar é famoso por ter a mais alta concentração de estrelas massivas descobertas na nossa galáxia até agora. No seu centro está um sistema estelar múltiplo em estado avançado de evolução. As estrelas têm massas no mínimo 20 vezes superiores a do Sol.

Essas estrelas libertam uma quantidade considerável de matéria por causa dos ventos estelares intensos. Também enviam o material da superfície estelar para o espaço a velocidades de vários milhões de quilômetros por hora.

Já a coleção de nuvens fica numa região de formação estelar muito ativa. As estrelas nascem em regiões do espaço escuras e poeirentas. À medida que essas estrelas começam a brilhar limpam o material que as rodeia.

Quando crescem, então, as estrelas ficam visíveis e dão origem a brilhantes nuvens de material circundante, as regiões HII. Essas regiões brilham devido à interação entre a radiação ultravioleta emitida pelas estrelas jovens quentes brilhantes e as nuvens de gás de hidrogênio. Elas podem ter um diâmetro de várias centenas de anos-luz, e a que rodeia a coleção de nuvens é a mais massiva da Via Láctea.

A coleção de nuvens tem dois enormes objetos curvos que parecem os chifres de um bode. Estes estranhos filamentos são o resultado de ventos estelares emitidos por estrelas quentes e jovens que ficam nas regiões centrais da nebulosa e que lançam gás e poeira para o exterior a centenas de anos-luz de distância.

Na parte superior destacam-se também duas nuvens negras, os glóbulos de Bok. Essas nuvens pretas perto do topo da nebulosa são potenciais locais de formação estelar.