Garoto de 15 anos descobre cidade maia sem sair de casa

William Gadoury já era fissurado pela cultura dos maias desde os 12 anos - e observou algo que não estava no radar dos arqueólogos

O que você fazia aos 15 anos? Provavelmente, curtia umas bandas que hoje te dão vergonha, ia ao cinema nos finais de semana e talvez ainda nem se preocupava com o vestibular que estava chegando.

Pois saiba que, nessa mesma idade, o canadense William Gadoury fez muito mais: encontrou uma antiga cidade maia escondida numa mata do México, revelou uma importante relação entre esta civilização e as estrelas e, para fazer tudo isso, nem precisou sair de casa.   

Tudo bem, a descoberta não veio do nada: William era apaixonado pela cultura maia desde os 12 anos, quando começou a estudar tudo o que podia sobre ela.

Só que, quanto mais ele aprendia, mais intrigado ficava com a localização das cidades dessa cultura: ao contrário de outros povos, os maias costumavam construí-las longe de rios.

Em geral, os rios servem como fonte de alimento, água e de locomoção, mas os maias viviam bem longe deles – e até agora, ninguém sabia muito bem o por quê. 

Para solucionar o mistério, William comparou o mapa celeste dos maias – formado por 23 constelações – com o das 117 cidades já conhecidas.

E surpresa: cada estrela dava a localização exata de uma cidade correspondente – as mais brilhantes correspondiam às maiores, as menos brilhantes, às menores. Essa relação nunca havia sido percebida antes, em décadas de estudos.  

Mas William, como todo gênio que se preze, não ficou satisfeito com a descoberta. É que uma das constelações, formada por três estrelas, só tinha duas cidades correspondentes – ou seja, faltava uma cidade nessa história.

De acordo com os cálculos do menino, a cidasde misteriosa deveria estar em algum lugar no meio da selva, na península de Yucatán, no sul do México – um lugar que, para William, seria impossível de visitar.

Mesmo assim, o garoto foi em frente: pelo Google Earth, observou a área, e percebeu que havia algum tipo de construção.

Na mesma semana, William apresentou sua hipótese para a Agência Espacial Canadense que, com a ajuda da NASA e da Agência Espacial Japonesa, confirmou que as imagens encontradas por William mostram algo parecido com uma pirâmide e com outras construções menores.

Radiante, o menino batizou sua descoberta de “K’àak’ Chi'”, ou “Boca de Fogo” – e detalhe: se ele estiver certo, esta será a quinta maior cidade maia já descoberta. 

Sim, “se” ele estiver certo. Por mais que as estrelas e as imagens de satélite pareçam ser provas indiscutíveis, ainda não há como afirmar com certeza que K?àak? Chi? existe.

Por isso, arqueólogos da Universidade de New Brunswick, no Canadá, estão planejando uma expedição para Yucatán, ainda sem data de partida ou patrocinadores.

Seja quando for ou quem pague, William vai junto para finalmente estrear como geólogo no campo que explorou de longe – e como ninguém – pelos últimos três anos.