EUA preparam “estações de quarentena” com temor de surto de ebola

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA anunciaram hoje o aumento dos esforços

Os temores que o surto de ebola se estenda fora do continente africano puseram as autoridades sanitárias dos Estados Unidos em alerta e, embora descartem a possibilidade de uma epidemia, têm preparadas 20 “estações de quarentena” para detectar viajantes infectados.

O medo de que o letal vírus possa estar a um “voo de distância” ficou patente com os recentes casos de vários passageiros infectados que morreram ao chegar a seu destino na Arábia Saudita e na Nigéria, assim como vários casos suspeitos em Nova York e Ohio, que já foram descartados.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA anunciaram hoje o aumento dos esforços, com especial ênfase nos viajantes entre a zona mais afetada e Estados Unidos. Apesar de ser pouco provável que uma pessoa se contagie com o vírus em um avião, a menos que tenha contato direto com sangue ou fluidos, como saliva ou urina, de um doente, os CDC emitiram diretrizes às companhias aéreas sobre o manejo de passageiros que estejam doentes.

“As companhias aéreas devem considerar utilizar sua própria autoridade para negar a abordagem de pacientes doentes diante da suspeita que têm ebola”, indica o documento entregue pelos CDC às companhias aéreas.

Os CDC recomendam, além disso, que todos os aviões que viajem aos países afetados pelo ebola contem com uma caixa de primeiros socorros especial perante a possibilidade de tratar um paciente a bordo.

Além das medidas implementadas quanto à segurança aérea, os CDC têm 20 “estações de quarentena” em algumas das cidades mais populosas do país, equipadas para detectar e isolar pessoas que possam estar contagiadas com a doença.

“As estações de quarentena estão localizadas em 20 portos de entrada (aeroportos) e postos fronteiriços terrestres por onde chegam os viajantes internacionais. Estes centros têm pessoal médico e de saúde dos CDC”, explicou à Agência Efe Belsie González, porta-voz dos CDC.

De acordo com González, estes especialistas são os que decidem se uma pessoa doente pode entrar nos Estados Unidos e quais medidas devem ser tomadas para prevenir que doenças infecciosas como o ebola se propaguem.

A porta-voz acrescentou que, além das “estações de quarentena”, os hospitais de todo o país, não só o de Emory, em Atlanta, no qual são tratados desde sábado dois pacientes com ebola, estão em possibilidades de isolar pacientes com doenças altamente contagiosas.

O diretor dos CDC, Tom Frieden, afirmou recentemente que a alta taxa de mortalidade da doença, entre 50% e 90%, possivelmente seria inferior se os pacientes fossem tratados em condições sanitárias ótimas, algo complicado nos países mais afetados, localizados na África Ocidental, perante a escassez de recursos.

Além do contato direto com sangue e outras secreções de um doente, a exposição a objetos como seringas e equipamento médico é outra via de contágio comum, o que demonstra o considerável número de médicos e enfermeiras contagiados na zona de maior risco.

O vírus causou até agora 932 mortes de 1.711 casos possíveis e confirmados na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, de acordo com os números mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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