ESO capta nova imagem de grandes aglomerados estelares

Observatório Austral Europeu captou nova imagem de duas regiões de intensa formação estelar no sul da Via Láctea

Berlim – O Observatório Austral Europeu (ESO) captou uma nova imagem de duas regiões de intensa formação estelar no sul da Via Láctea, uma delas conhecida por ter a maior concentração de estrelas maciças descoberta até agora em nossa galáxia.

A imagem, explica o ESO em comunicado, foi tomada desde suas instalações La Silla (Chile), e mostra os aglomerados estelares NGC 3603 e NGC 3576, ambos situados no braço espiral de Carina-Sagitário da Via Láctea.

O primeiro destes conjuntos de estrelas, situado a cerca de 20 mil anos luz da Terra, é “extremamente brilhante”, pois se localiza em uma zona de formação estelar muito ativa, informa a nota.

À medida que as estrelas jovens começam a brilhar e a se tornar visíveis, são vistas nuvens de gás e plasma brilhantes ao seu redor, conhecidas como regiões HII, que podem alcançar um tamanho de vários centenas de anos luz de diâmetro.

A que rodeia o NGC 3603 se distingue por ser a maior em massa em nossa galáxia e deve seu característico brilho à interação da luz ultravioleta que emitem as estrelas que conformam este aglomerado com as nuvens de gás de hidrogênio.

Enquanto isso, o aglomerado NGC 3576, que está a cerca de nove mil anos luz, destaca-se por possuir dois grandes objetos curvos, “similares aos chifres de um carneiro”, assinala o observatório.

Estes filamentos são consequência dos ventos estelares procedentes das jovens estrelas das regiões centrais desta nebulosa, que arrastaram o pó e o gás rumo ao exterior ao longo de perto de cem anos luz.

Na parte superior deste aglomerado também destacam-se duas nuvens negras -conhecidas como glóbulos de Bok-, que podem se transformar em potenciais lugares para uma futura formação de estrelas.

Ambos conjuntos estelares foram observados pela primeira vez pelo astrônomo inglês John Herschel em 1834, durante sua expedição de três anos dedicada ao estudo sistemático dos céus austrais próximos a Cidade do Cabo (África do Sul).