Drones podem salvar vidas com resposta rápida a ataque cardíaco

Ao reduzir o tempo de intervenção após uma parada cardíaca, a entrega de desfibriladores por drones pode aumentar as chances de sobrevivência

Os drones poderiam ajudar a salvar a vida de pessoas que sofrem um ataque cardíaco, entregando desfibriladores antes da chegada de uma ambulância, de acordo com um artigo publicado na terça-feira na revista médica Journal of the American Medical Association.

Ao reduzir o tempo de intervenção após uma parada cardíaca, a entrega do kit por drones pode aumentar as chances de sobrevivência das vítimas, disse o estudo, realizado por pesquisadores suecos.

Testes com drones na Suécia mostraram que eles podem entregar um desfibrilador no local onde se encontra o paciente em média 16 minutos mais rápido do que um veículo tradicional de emergência médica leva para chegar até a vítima.

Atualmente, pessoas que sofrem ataques cardíacos fora dos hospitais têm uma taxa de sobrevivência de 8% a 10% nos Estados Unidos.

Reduzir o tempo de acesso a uma desfibrilação – que reinicia o coração com um pulso elétrico – é um fator-chave para aumentar as taxas de sobrevivência.

Pesquisadores do Karolinska Institutet em Estocolmo realizaram testes perto da capital sueca e concluíram que um drone com controle remoto equipado com um desfibrilador externo e guiado por GPS e câmeras poderia ser ativado por um despachante de serviços de emergência.

Mais de 350.000 paradas cardíacas são registradas por ano nos Estados Unidos, de acordo com a American Heart Association.

Para o estudo, a Agência de Transporte sueca equipou um drone com um desfibrilador e o colocou em uma estação de bombeiros ao norte de Estocolmo. Foram realizados 18 testes para locais dentro de um raio de cerca de 10 km, com uma distância média de 3,2 km.

O tempo médio para o drone chegar aos locais foi de 5,21 minutos, contra 22 minutos de um veículo de serviços médicos de emergência.

“Economizar 16 minutos provavelmente será clinicamente importante. No entanto, são necessários mais voos de teste, desenvolvimento tecnológico e avaliação de integração com centros de despacho e administradores de aviação”, disseram os autores do estudo.

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