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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Cosméticos para bebês têm substâncias perigosas, diz estudo

Os resultados desta pesquisa mostram que a grande maioria dos produtos são compostos por ingredientes de risco elevado

Ainda há uma quantidade elevada de substâncias químicas potencialmente perigosas ou alergênicas para os bebês nos cosméticos usados cotidianamente, como xampus, produtos para banho ou toalhas umedecidas – segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira.

A ONG Women in Europe for a Common Future (WECF) examinou 341 produtos cosméticos para bebês em julho e agosto de 2015 vendidos nas farmácias, supermercados e lojas especializadas na França.

Na base de estudos científicos e avaliações das autoridades sanitárias da União Europeia e da França, esta ONG classificou os ingredientes que compõem os produtos segundo três categorias: “risco elevado”, “risco moderado” e “risco baixo ou não identificado”.

Os resultados desta pesquisa mostram que a grande maioria dos produtos (299) são compostos por ingredientes de risco elevado.

“Encontramos três ingredientes ou famílias de ingredientes classificados como ‘risco elevado’ em 299 produtos: um alergênico por contato (a metilisotiazolinona) em 19 produtos, dentre os quais sete lenços umedecidos; um conservante de efeitos tóxicos sobre a reprodução (o fenoxietanol) em 54 produtos dos quais 26 lencinhos; fragrâncias em 226 produtos, implicando riscos potenciais de alergias”, explica a WECF em comunicado.

A ONG também encontrou quatro ingredientes ou famílias de ingredientes classificadas de “risco moderado” em 181 produtos: o EDTA, um composto muito presente em xampus e sabonetes líquidos, sulfatos (laureth e lauryl sulfato) que são agentes espumantes potencialmente irritantes, óleos minerais, provenientes do petróleo, que poderiam ser contaminados por impurezas.

A ONG, que se apoia numa rede internacional de 150 organizações ambientais e femininas presentes em 50 países, pede “a proibição de três ingredientes de risco elevado em todos os cosméticos destinados às crianças menores de três anos”.