Cientistas detectam sinais de que Shakespeare fumava maconha

Para autor da pesquisa, Shakespeare poderia ter possivelmente preferia a maconha à cocaína "por suas propriedades para estimular a mente"

Londres – Cientistas sul-africanos detectaram restos de maconha em cachimbos encontrados no jardim da casa onde viveu o dramaturgo britânico William Shakespeare (1546-1616), em Stratford-upon-Avon (centro da Inglaterra).

Francis Thackeray e seu grupo da Universidade de Witwatersarandm, em Johanesburgo, analisaram 24 cachimbos com uma sofisticada técnica chamada espectrometria de massas e cromatografia de gases.

Dois desses cachimbos continham restos de folhas de coca -nenhuma delas procedente do jardim de Shakespeare-, um tinha resíduos de nicotina e oito de maconha, segundo o estudo publicado na revista “South African Journal of Science”.

Em artigo divulgado no jornal britânico “The Independent”, Thackeray disse que no século XVII eram consumidas diversas classes de tabaco na Inglaterra, incluída a folha usada desde a América do Norte com nicotina, e o obtido da folha de coca procedente do Peru.

Para o autor da pesquisa, Shakespeare poderia ter “conhecido os efeitos nocivos da cocaína” e “possivelmente preferia a maconha por suas propriedades para estimular a mente”.

O pesquisador sugeriu a possibilidade de que “o palco no qual Shakespeare representava suas obras na Inglaterra” seria “repleto de uma bruma de fumaça” de alguma das classes de tabaco que eram consumidos naquela época.