Cientistas descobrem gene do ‘super-arroz’

Testes preliminares mostram que produções das variedades modernas de arroz grão longo podem aumentar entre 13% e 36% quando infundido com gene SPIKE

Cientistas descobriram um gene do super-arroz, que poderia aumentar dramaticamente a produção de um dos cultivos alimentares mais importantes do mundo, anunciou nesta terça-feira o Instituto Internacional de Pesquisas do Arroz (IRRI).

Testes preliminares mostram que as produções das variedades modernas de arroz grão longo (Indica), o tipo mais cultivado no mundo, podem aumentar entre 13% e 36% quando infundido com o gene chamado SPIKE, reportou o instituto de pesquisas sem fins lucrativos, baseado nas Filipinas.

“Nosso trabalho mostrou que o SPIKE de fato é um dos grandes genes responsáveis pelo aumento da produção que os agricultores passaram tantos anos procurando”, afirmou em um comunicado a diretora do laboratório de transformação genética do IRRI, Inez Slamet-Loedin.

Os testes com as novas variedades de arroz infundidas com o gene estão em andamento em vários países em desenvolvimento da Ásia, disse o rizicultor Tsutomu Ishimaru, diretor do programa de plantio SPIKE, conduzido pelo IRRI.

“Nós acreditamos que elas vão contribuir para a segurança alimentar nestas áreas assim que as novas variedades forem disseminadas”, afirmou Ishimaru.

Aumentar a produção significa cultivar mais arroz na mesma quantidade de terra, usando os mesmos recursos.

Mas não há uma escala de tempo definitiva para quando o arroz contendo o gene SPIKE será distribuída para fazendeiros, segundo a porta-voz do IRRI, Gladys Ebron.

O gene SPIKE foi descoberto pelo agricultor japonês Nobuya Kobayashi, depois de uma longa pesquisa iniciada em 1989 com a variedade de arroz tropical “Japonica”, plantada na Indonésia, disse Ebron à AFP. As descobertas do estudo foram publicadas na segunda-feira.

O arroz Japonica cresce sobretudo no leste da Ásia e responde por 10% da produção global de arroz.