Matemáticos criam algoritmo que diz se um filme é bom ou não

Filmes citados por outras obras 25 anos após o lançamento têm 91% de serem bem-avaliados pela crítica, afirmam os cientistas

São Paulo – Cientistas da universidade americana Northwestern desenvolveram um algortimo capaz de prever que filmes serão incorporados ao acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Nela, só entram obras com valor histórico, cultural ou estético considerado alto por um grupo de críticos.

O algoritmo foi tema de um estudo divulgado pela publicação de ciência PNAS. Basicamente, o que ele faz é calcular o número de referências que obras posteriores fizeram a um determinado filme. Para isso, o algortimo se baseia em dados fornecidos pelo site IMDb, especializado em cinema.

Para o estudo, 15.425 filmes foram analisados pelo algoritmo. “O Poderoso Chefão”, de 1972, foi um deles. Ao todo, foram identificadas 1.323 alusões a esse filme em outras obras – como falas repetidas ou mesmo a execução do tema musical do filme, que está na Biblioteca do Congresso desde 1990.

De acordo com a Reuters, os matemáticos descobriram que se um filme é lembrado por outros 25 anos após seu lançamento, suas chances de entrar para a Biblioteca do Congresso chegam a 91%. É o caso, por exemplo, “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de 1971. 

Lembrado 52 vezes por outras obras, esse filme ainda não fazia parte da Biblioteca do Congresso quando o estudo foi realizado. Entretanto, comprovando que o trabalho estava correto, ele foi incorporado ao acervo seis meses após a conclusão do artigo pelos cientistas.