6 truques da ciência para flagrar um mentiroso

A maioria dos mentirosos se entrega mais cedo ou mais tarde. Basta procurar pelos sinais involuntários que o corpo emite em situações de tensão

A face da verdade

O psicólogo americano Paul Ekman descobriu que o rosto faz 43 movimentos diferentes. Conhecê-los nos permite fazer uma leitura facial. As sobrancelhas de um cascateiro, por exemplo, se arqueiam para mudar a per­cep­ção que se tem dele. E os lábios, sob efeito do estresse, se tensionam.

Repita a pergunta

Quanto mais verdadeira a his­tória, mais detalhes ela precisa ter. Em interrogatórios, é comum deixar o suspeito sozinho por uma hora e retornar com as mesmas dúvidas, à espera de contradições. A técnica é simples: perguntar sobre de­talhes e pedir para o suspeito contar várias vezes a mesma história.

Ouça a voz

Quem deve teme – e a voz mostra o ta­manho do débito. Procure pelos se­guintes sinais: gaguejadas, volume mui­to baixo e sons como “hum”, “hã”, “ééé”. São indícios de que o sujeito está tendo dificuldades, pensando no que diz.

Olhe os membros de baixo

Nossa consciência corporal costuma se restringir aos membros superiores. Lá embaixo, esquecemos de controlar per­nas e pés, bons termômetros para captar sinais de tensão da mentira. Repare se eles balançam ou batem no chão.

Mire nos olhos

Desviar o olhar indica fuga da conversa – e é aí que você enxerga uma cascata. O estresse também faz com que os olhos pisquem mais rápido e fiquem mais abertos, demonstrando tensão.

Sinta tensão

Mentir nos inquieta – é o cérebro ten­tan­do fugir do que está acontecendo. Ve­ja se é assim que seu interlocutor se comporta. Contrair as mãos, coçar o­ queixo, morder o lábio e roer unhas são indícios de que há um cascateiro na sala.

Lembre-se: Todos os sinais da mentira são uma forma de estresse, mas nem todas as reações ao estresse são prova de que alguém está mentindo. E, é claro, existem caras-de-pau capazes de mentir sem deixar rastros. Esses são os mais perigosos!

Fontes: Livro A Verdade Sobre a Mentira, de Stan B. Walters, e Carlos Henrique Taparelli, investigador classe especial da Polícia Civil.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Superinteressante.