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Última atualização 25/05/2017 - 17:21 FONTE

Você sabe qual é a origem da palavra “cumprimento”?

Você pode não acreditar, mas "cumprimento" vem do português arcaico "comprimento" — de "comprir" mesmo, com a letra O, diz professor de português

Um adjetivo é o do brasileiro:  criativo. Ao verificarmos as formas de cumprimento, então, o repertório tem vastidão: “Alô, meu povo!, Salve, Salve!, E aí, galera!, Grande galera!, Como vai você?, Olá!, Oi!, Diga! Diga!, Tudo bem?, Tudo certinho?, Vamos que vamos!, Falou!, Saravá!, Olha quem chegou!, E aí, tio?, E aí, chefe?, É ‘nóis’!, Fala, ‘parça’!, Fala, moleque!”, Viva!, etc.

Algumas formas de cumprimento tornaram-se marcas pessoais de apresentadores, jornalistas, músicos, comunicadores, artistas e de muita gente. Interjeições, quanto mais criativas, mais marcantes. No entanto, é preciso estar atento à situação para que o uso da expressão seja adequado (principalmente em ambientes formais).

Cumprimento provém do português arcaico “comprimento”, de “comprir” mesmo (com a letra O). Somente depois veio o “cumprir”, com a letra U, que é o nosso padrão na grafia. Cumprir tem origem no latim “complere” – completar, concluir uma conversa. Da mesma raiz é “salvare”, do latim tardio.

Os antigos romanos usavam três tipos de saudações no dia a dia. Pela manhã, cumprimentavam-se com um “Salve, salve!”. À tarde, depois da hora sexta, o cumprimento era “Ave, ave!”. Da hora nona em diante, vinham as despedidas com a última saudação: “Vale, adeus!”.

Nas salas de aula, é comum uma dúvida:  “Viva ou vivam as pessoas!”? Depende de como será tratada a palavra.

Se o termo “viva” for tratado como verbo, a concordância ocorrerá com o sujeito, como neste trecho de Esaú e Jacó: “Vivam os meus dois jovens, disse o conselheiro, vivam os meus dois jovens, que não esqueceram o amigo velho.”

O importante gramático Evanildo Bechara destaca: “…a língua moderna revela acentuada tendência para usar, nestes casos, tais unidades no singular, dada a força interjetiva da expressão: “Viva os campeões!; Acho a ideia maravilhosa, e viva os ingleses.” (Danuza Leão, É tudo tão simples)

 Caro leitor, o fato é simples:  se “Viva!” representa a saudação, a emoção, a interjeição, não há plural algum, já que essa classe de palavra é invariável. Se “viva” é usado como verbo, a concordância será obrigatória.

Têm parentesco com a situação acima a pura interjeição do aplauso “Salve!” e o verbo “salvar”: “Salve os cronistas!”, “Salve os músicos!”, Salve os artistas!”. No entanto, como ação, vejamos flexão verbal: “É importante que eles salvem as nascentes dos rios.”

Um grande abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – CPJUR
Autor Gramatical pela Editora Saraiva