Por que este professor quer que você demita o seu coach

Para filósofo dinamarquês, ler autoajuda não traz sucesso e fazer coaching é mais perigoso do que parece. Veja a entrevista exclusiva

São Paulo — Olhe bem para o espelho, respire fundo e repita para si mesmo em voz alta: o 1º passo para o sucesso é… esquecer a autoajuda. O 2º passo é demitir o seu coach. Pelo menos se você for convencido pelas ideias de Svend Brinkmann, professor da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

Autor do livro “Stand Firm: Resisting the Self-Improvement Craze” (em tradução livre, “Fique firme: Resistindo à mania do autodesenvolvimento”), ele é crítico ferrenho da psicologia positiva e da crença de que a felicidade é uma escolha.

Em entrevista por telefone a EXAME.com, o filósofo dinamarquês afirma que parte da indústria da autoajuda só contribui para reforçar o problema que ela própria diz combater: a infelicidade causada pelo individualismo e pelo desinteresse em soluções coletivas. 

Brinkmann faz um diagnóstico parecido sobre o efeito do coaching para o mundo do trabalho. “O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores”, explica.

A seguir, confira os principais trechos da conversa com o professor, em que ele fala sobre as relações entre produtividade, sucesso e ética — e dá um conselho para os brasileiros enfrentarem a situação amarga do mercado de trabalho sem cair em “discursos motivacionais baratos”:

EXAME.com – O que há de errado com a autoajuda?

Svend Brinkmann – Na verdade, o problema não é a autoajuda em si. Não nego que livros desse tipo podem ajudar certas pessoas, até porque também há bons títulos dentro desse gênero. Ainda assim, no geral, essas obras só reforçam o problema que supostamente deu origem a elas.

Incutem a ideia de que felicidade é uma escolha individual, algo que “só depende de você”. E quando as pessoas fracassam — o que acontece com qualquer ser humano  elas se enxergam como as únicas responsáveis pela própria derrota. Elas se sentem culpadas por algo que não estava sob seu controle.

A autoajuda é um sintoma de um outro problema, subterrâneo, mais grave, que é o individualismo. As pessoas se sentem desligadas umas das outras, completamente sozinhas, quando acreditam que podem atingir seus objetivos de vida, por conta própria, se seguirem “7 passos para a felicidade” ou algo parecido.

Livros com “receitas” como essa frequentemente viram best-sellers. Por quê?

Todo mundo deseja ser feliz, fazer fortuna, ter muitos amigos, construir uma carreira incrível. Apresentar esse objetivo como algo que depende só de você, como indivíduo, é algo muito atraente. A ideia se popularizou tanto que podemos dizer que está presente em tudo, inclusive na forma como as pessoas entendem o desenvolvimento das suas competências no trabalho.

Numa era de incertezas como esta que vivemos, as pessoas se viram cada vez mais para dentro de si mesmas para tentar ter sucesso. A indústria da autoajuda ofereceu ferramentas a elas nesse sentido. Antes, não havia essa ideia de que era sua responsabilidade ser feliz. Era algo mais diluído em práticas culturais. Agora virou uma questão individual.

Qual é a origem desse fenômeno?

Os primeiros livros de autoajuda foram lançados na metade do século 20. Um dos exemplos mais famosos é “O poder do pensamento positivo”, lançado em 1952 pelo [pastor norte-americano] Norman Vincent Peale.

Uma curiosidade é que Peale foi o sacerdote da família de Donald Trump desde quando ele era criança, em Manhattan, e chegou a conduzir sua cerimônia de casamento [com a primeira esposa, Ivana]. Trump já citou “O poder do pensamento positivo” como um livro bastante inspirador para ele. 

O livro de Peale fala sobre como você pode conseguir o que quiser se tiver pensamentos positivos. E veja o que aconteceu com Donald Trump! É um perigo. Eu pessoalmente sou bastante cético com relação a Trump e, assim, temo que essas técnicas sejam usadas para fins problemáticos.

Como essas técnicas aparecem no mundo do trabalho?

O mundo do trabalho se tornou muito psicologizado. Não são apenas as minhas competências que preciso desenvolver, mas também a minha personalidade, os meus sentimentos mais íntimos. Para ser um bom profissional hoje, preciso fazer cursos de desenvolvimento pessoal, coaching e por aí vai.

O empregador não pede apenas para o funcionário vender o seu tempo por uma certa quantia de dinheiro, mas também vender a si mesmo, a sua personalidade. Se eu me entregar nesse sentido, eu realmente não tenho nada mais que é meu. Esse é o problema.

Que tipo de mentalidade deveria existir, então?

Deveríamos pensar em termos mais coletivos. Não sou contra os objetivos que os livros e cursos de autoajuda pregam. Eu também quero que as pessoas sejam felizes e conquistem seus sonhos! [risos] Mas nós precisamos pensar na forma como tentamos fazer isso.  Precisamos lembrar que os nossos males e tristezas têm uma natureza política. Portanto, os desafios precisam ser resolvidos de forma social, e não só individual.

Quando seguem o discurso do autodesenvolvimento, as pessoas tentam ser versões melhores de si mesmas, mas esquecem que também são responsáveis pelas demais. Vivemos numa sociedade que não dirige a sua atenção às necessidades dos outros. A alternativa à autoajuda, a “antiautoajuda”, seria ajudar o outro em vez de ajudar a si mesmo.

O autodesenvolvimento – isto é, estar interessado no próprio aperfeiçoamento pessoal e profissional – exclui a possibilidade de cuidar das outras pessoas?

Não, em princípio não. Teoricamente é possível ter um foco no seu próprio desenvolvimento sem deixar de pensar nos demais. Mas, na prática, essa atenção que você dirige a si mesmo, por meio da autoajuda, dificulta o pensamento nos outros.

Muita gente diz que você precisa primeiro amar a si mesmo para então amar o outro. Elas citam aquela instrução que recebemos em viagens aéreas: em caso de despressurização, coloque a máscara de oxigênio antes em você, e só então ajude a pessoa ao seu lado. Para mim isso está completamente errado. Não no sentido literal do avião, claro! Mas, na vida, precisamos estar lá para o outro, incondicionalmente, e não pensar antes em nós mesmos.

Para aproveitar a metáfora, imagine que a humanidade é um avião em queda livre. Hoje, as pessoas só estão preocupadas em respirar nas suas máscaras de oxigênio. Estamos chamando isso de autoajuda, “mindfulness”, e por aí vai. Ocorre que ninguém se levanta para checar que se há algum piloto na cabine, tentando salvar o avião. Se fizessem isso, descobririam que a cabine está vazia.

O que deveríamos fazer? Assumir o controle da cabine e tentar salvar o avião da queda. O que estamos fazendo? Estamos concentrados em respirar nas nossas máscaras individuais. O que quero dizer com essa imagem é que estamos numa sociedade desestruturada, que está enfrentando muitas crises, como um avião caindo. E nós somos esses passageiros que ficam sentados em suas poltronas, concentrados na sua própria felicidade e no seu próprio sucesso, nas suas máscaras de oxigênio.

Deveríamos sair dos nossos lugares e buscar uma solução sistêmica se quisermos salvar o avião, ou o mundo, do desastre. Não vamos melhorar o mundo se apenas melhorarmos nós mesmos. Precisamos agir juntos.

O mundo de trabalho está cada vez mais competitivo. Não seremos menos produtivos se tirarmos o foco do autodesenvolvimento?

Todos nós queremos ter um emprego e contribuir para o progresso. Não há nenhum problema em ser produtivo, em adquirir novas competências para trabalhar melhor. O problema é que o discurso sobre maximizar a produtividade tem uma consequência paradoxal. Ele deixa as pessoas cansadas e tristes, o que as torna menos criativas e menos eficientes.

Seres humanos fazem um bom trabalho quando se sentem seguros, quando sentem que podem confiar nos seus chefes, nos seus colegas. A economia moderna, a economia do conhecimento, precisa de pessoas que tenham coragem de desenvolver novos produtos e novas ideias. Todo mundo sabe disso. Mas o sistema que temos não tem dado sustentação a esse fato.

Talvez seja uma herança da velha sociedade industrial, por exemplo, que os empregadores ainda falem de seus funcionários como “recursos humanos”. Como se pessoas fossem recursos comparáveis a carvão ou petróleo. Coisas que se deve explorar, usar, otimizar.

Em primeiro lugar, isso é antiético, pessoas não são recursos, são seres humanos, com dignidade e direitos, elas não são coisas. Em segundo lugar, não é produtivo. Na vida moderna, precisamos trabalhar em equipe, com autonomia, com horários flexíveis. O modelo de trabalho mudou, exige mais liberdade. As pessoas precisam ser tratadas como pessoas, não como recursos humanos.

Na Dinamarca e em muitos países, há estatísticas assustadoras sobre a quantidade de profissionais com depressão, ansiedade, estafa por causa dos seus empregos. Esse tipo de coisa não poderia existir em um mundo civilizado. Nós deveríamos conseguir trabalhar sem passar por esses problemas.

Qual é a sua definição de sucesso?

De forma simplificada, ter sucesso é ser capaz de cumprir as suas obrigações. Algumas delas são comuns a todos os seres humanos, algumas são específicas de cada um de nós. Não acho uma boa ideia falar sobre sucesso sem falar em compromissos e obrigações.

Se você perguntar para um coach como Tony Robbins, um dos mais famosos do mundo, ele dirá que sucesso é fazer o que você quer, quando você quer, onde você quer, com quem você quer. Eu questiono isso. E se o que eu quero não for digno? E se o que eu quero for prejudicial para os outros? Se esse for o caso, eu serei realmente bem-sucedido se conseguir o que quero?

Acho que não. Eu preciso ter um objetivo digno. Mas, para saber o que é um objetivo digno, preciso fazer uma avaliação ética da minha vida. Não posso definir sucesso sem ética. Ter sucesso é conseguir fazer muito bem o que eu preciso fazer.

O título de um dos capítulos do seu livro é “Demita o seu coach”. Por que o coaching é algo descartável na sua opinião?

O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores. Talvez o coaching faça algumas pessoas pensarem nesses termos e por isso é potencialmente perigoso.

Além disso, o coach muitas vezes age como um mero espelho seu. Ele fará você olhar ainda mais para si mesmo. No fundo, ele só reforça o individualismo, só cria um ciclo de autorreflexão perpétuo. Não precisamos de mais insights sobre nós mesmos. Precisamos olhar para fora.

Qual é o seu conselho para os brasileiros, que atualmente estão sofrendo com a alta nos índices de desemprego e a escassez de oportunidades em meio à crise?

É importante estar atento para não cair em discursos motivacionais baratos. Quando a economia de um país vai mal, é quase constrangedor ouvir alguém dizendo frases como: “Basta que você esteja motivado para ter sucesso”.

O título original do meu livro, em inglês, é “Stand firm” [“Fique firme”, em português]. Mas para um país que está enfrentando múltiplas crises, como o Brasil, seria importante acrescentar a palavra “juntos” a essa mensagem: “fiquem firmes juntos”.

É importante não transformar a solução em mais um projeto individual. Pensar só em si mesmo é uma tentação muito grande em tempos de crise. Mas eu espero que as pessoas percebam que, a longo prazo, será melhor para todo mundo se buscarem soluções coletivas para os seus problemas.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. O autor mistura coisas nada haver com uma certa dose de verdade, porém fora de contexto.
    No coaching não aprendemos a competir com o outro. Lá aprendemos a vencer a nós mesmos e a ajudar o outro em seu desenvolvimento.
    Tim Gallwey, precursor do coaching no mundo ensina: “O inimigo não está do outro lado da rede como oponente da minha história. O inimigo sou eu mesmo.”
    Aprendemos também a suspender o julgamento e a aceitar o outro em essência.
    Como alguém já disse: “Para a mentira ser segura e atingir profundidade,
    deve trazer à mistura qualquer coisa de verdade”.
    Sugiro que entendam uma das premissas do Coaching: self1 e self2.

    1. Josete Nascimento

      Sugiro que você estude um pouco mais. Você cometeu um erro grave ao escrever “nada haver”. Não dá para continuar lendo o que você escreveu depois dessa falta, meu amigo.

  2. O q é a opinião de um homem diante de milhares de especialistas e de autênticos esforços científicos feitos com a intenção de melhorar a humanidade inteira, e não a mim mesma exclusivamente como ele afirmou o tal professor. Ou se trata de um ignorante ou de alguém que está “causando” para conquistar seus 15 minutos de fama. Ele fala como se a Psicologia Positiva fosse centrada exclusivamente ​no autodesenvolvimento de forma egoística, quando na vdd a PP fala sim em valores coletivos e no quanto ajudar o outro traz benefícios para nós mesmos e para o florescimento humano tanto individual quanto coletivo. Além disso, Psicologia Positiva não é nem de longe autoajuda, mas ciência! E não ignora os fracassos, derrotas e frustrações humanas; antes, propõe um novo olhar, de maneira que o aprendizado intrínseco a estas circunstâncias tornem-se incrementos ao florescimento humano. Florescer não é só ser feliz! Psicologia Positiva não é o mundo de Poliana! E muito me admira a Exame dar crédito a essa pobreza. Bora estudar?

  3. Evandro Luis Sombini

    Não concordo com este filósofo. Ainda acho que, se queremos um mundo melhor, temos que começar por nós mesmos. Nosso sofrimento por males e problemas dependem da importância que damos a eles. Não podemos culpar ninguém por um revés e nem ser dependentes de outros para sermos felizes, pois podem haver decepções com estas pessoas. Entre as “regras para a felicidade ” que os coaches ditam, estão a doação ao próximo. Bom, mas cada um segue o que se sente melhor. Eu me sinto bem acordando cedo e indo a luta todos os dias, sem esperar nada dos outros, já que isso é algo além do meu controle.

  4. Jean Takayama

    Meu Deus…Como publicam uma matéria dessa? totalmente desconexa onde apenas expõe o ponto de vista de alguém extremamente limitado em conhecimento sobre este assunto? De onde ele tirou que nós ensinamos as pessoas a competir???…sem mais…

    1. Thanius Scoralick Sarchis

      A matéria somente expõe um ponto de vista porque é sobre somente um livro, de apenas um autor. A revista já publicou perfis parecidos, com pontos de vista diferentes. Uma coisa é não concordar com o autor/livro, outra é questionar o por quê da revista escolher o tema. Acho muito válido a colocação de um ponto de vista fora do lugar comum. Mesmo que eu não concorde 100% com o que diz.

    2. Só aproveitando para dar um toque para os outros usuários: o correto é dizer “nada a ver”. “Nada haver” significa não ter nada a receber ou reaver.

    3. Josete Nascimento

      Concordo plenamente com você, Thanius

  5. AIRES JOSE GREIN JUNIOR

    http://jump-to.me/download_ebook.php?i=1210509246&c=fi&s=google_mymaps vale apena estar atento a qualquer tipo de idéia.
    pois saber onde a bola está, todo mundo sabe, onde ela vai estar no futuro é o que todo mundo quer saber.
    este é o intuito.

  6. Ótima matéria, o titulo escolhido pela EXAME está seguindo o que deve seguir – criar interesse dos leitores – As contradições não são do Svend Brinkmann ele tem uma ótima visão sobre a indústria da auto-ajuda. Sou Coach e concordo com ele, apesar de não concordar com a generalização aplicada no título. Em CAPRA (2002) fala em seu livro “Conexões Ocultas” que “Não existe nenhum organismo individual que viva em isolamento”, o traz uma leitura ao que Svend Brinkmann defende em seus comentários, uma política de construção humanizada não individualizada mas ecológica. Os Coachs que tem amor pelo que fazem – ajudar as pessoas a desenvolverem – sabem disso. Por fim, não é preciso demitir o seu Coach, basta que você faça uma melhor escolha na hora de contratar um.

  7. “Demita seu coach e compre o meu livro”. É essa a ideia ?

    1. Leonardo Leitão

      hauhauhua. Exatamente isso!

  8. Estava indo bem até ele falar do Trump, nada haver, mas em uma coisa eu concordo. Não gaste dinheiro com essas baboseiras de coaching ou psicólogos. Viaje, observe, compare e fuja dessa neura da competição.

  9. Gabriel Brant

    RedeDeContatos! Este é, talvez, o maior dos segredos dos profissionais bem-sucedidos, que também sabem o quanto é fundamental mantê-la atualizada e mais ampla possível.
    A plataforma/app http://Callbex.com.br é a mais eficaz para manter “Sua Marca” em evidência e seus contatos sempre atualizados. E a custo zero!!!

  10. Leonardo Leitão

    Nunca li tanta besteira junta. E pior, ele lançou um livro de autoajuda disfarçado de anti-autoajuda, para vender bastante, como vendem os livros de auto-ajuda. Lamentável.

    1. Márcio Siewert Cornetet

      Boa!

  11. Nikos Magnus

    Tem muita gente investindo na própria carreira, com pensamento sempre otimistas, com atitudes sempre corretas, com opiniões sempre verdadeiras. Enquanto isso, o mundo continua violento, com desigualdades sociais ainda mais acentuadas, com o “forte” batendo no “fraco”.
    Acho que seria interessante descobrir quem foram os “coachs” de Henry Ford, Matsushita (Panasonic), Akio Morita (Sony), Thomas Edison, entre tantos outros.

  12. carmen souza

    Realmente ele não tem nem ideia de quem e Tim , o precursor do Coach e do que se trata…lamentável ter sido dado tanta atenção para alguém que se quer conhece o que fala…

  13. Junior Marcos

    Um livro de auto ajuda quando adquirido por diversas pessoas , passa a ser uma ajuda coletiva.

  14. Rodrigo Costa Ribeiro

    O autor é de um país que está sempre no topo do índice de felicidade dos países e do Índice de Progresso Social, onde o comportamento social é mais altruísta e gentil, as pessoas ajudam os vizinhos a pintar suas casas, ao fim de uma festa Raven não se
    Encontra copos jogados no chão e os banheiros químicos estão limpos, o bem-estar social é a regra há anos, estão avançados. É natural que ele, ou outro escandinavo, tenha essa visão. E tem sua parcela de razão! Mas eu ainda acredito que, para construímos um grau de consciência coletiva positiva junto às pessoas, é imprescindível nos aperfeiçoarmos é ter consciência e atenção plena em nossos objetivos individuais.

  15. Caro amigo;
    Achei interessante sua colocação . Sim respeito seu ponto de vista , mas, Por meio desta ,acho válido algumas considerações ao seu artigo
    1) O coaching é um processo amplo de autoconhecimento portanto não se restringe a motivar.
    2) Não adianta pensar em arrumar” o de fora”,se “o de dentro “, esta ‘ em desordem ,afinal esses mundos se completam , interagem de forma sistêmica. Ou seja , o meu externo é reflexo.do meu interior.Uma projeção do meu interior !
    3) Já ouviu falar do termo cérebros de.borboletas ? Nesta descoberta científica, onde apenas um único evento tem seu efeito multiplicador! ?!?!um neurônio estimulado gera tantas outras sinapses .Ou seja , se existe uma mudança individual, o individual tem a capacidade de sim , impactar o coletivo ! Boas novas sempre são aceitas oie homens de boa fé!
    4) Mindset – como exposto acima , a partir de técnicas e ferramentas, o coaching tem a missão de despertar em quem o procura , toda a potencialidade do ser humano , incluindo aí suas habilidades sociais
    Por fim , o ser humano em sua múltiplas inteligências, muitas vezes busca recursos que o orientem , que estimulem o seu diálogo interior , o qual lhe é uma característica , faculdade nata , essencial na construção de seu Eu !
    Porque caro amigo , no processo de construção de pensamentos ,ruídos fomentam na mente humana desorientada grandes fantasmas , e reações , e escolhas que interferem até mesmo no todo !No coletivo!
    O homem não é uma máquina pensante , ele é um ser de múltiplas possibilidades e conflitos e inquietações. E nessa ansiedade vital de entender , de dar a vida um significado, o coaching sim , pode ser uma rota bem assertiva !!!!
    Livanea Machado
    Mãe , mulher , dentista e coach

  16. Verônica R. da Conceição

    Uma série de opiniões pessoais e um desserviço à sociedade… E alguns conceitos sem contexto e sem o real fundamento, principalmente, quanto ao coaching – que não tem nada a ver com “competitividade”… Só contribui para confundir a cabeça das pessoas e, claro, fazer o entrevistado mais conhecido, por causa da polemização que ele causa… A escolha de uma estratégia bem antiga e conhecida de marketing e de autopromoção, porém discutível… Uma pena… Sem mais comentários. Um ótimo dia a todos!

  17. Maria Do Carmo Borges

    Sentimento de lástima ao ler esse tipo de matéria, a revista Exame, ao meu ver, deveria ser um meio de informação e esclarecimento acerca de assuntos importantes e não de confusão! Ficou claro que o tal professor desconhece a essência das ciências humanas. Me parece que a revista ao aceitar espalhar esse tipo de desinformação, está focada em vender e não em ajudar, e também desconhece os benefícios que o mindfulness, o coaching e a psicologia positiva trazem para a sociedade como um todo, a começar pelos indivíduos. O lado bom desse tipo de polêmica: acredito que pessoas genuinamente interessadas no bem estar coletivo e no seu próprio, poderão pesquisar sobre a essência das ciências citadas e averiguar por elas mesmas o que é distorção e o que é verdadeiro. Sem mais, bom dia a todos!

  18. Dá pra considerar muitas coisas do que ele disse mas, no geral, quanta baboseira em um texto só! E para piorar, ele usou um péssimo exemplo de egoísmo. Garanto que Anthony Robbins faz muito mais pelos outros do que o autor desse texto que diz entender tanto de altruísmo. Na minha opinião, ele precisa estudar mais sobre autoconhecimento, psicologia positiva, coaching e sobre o próprio altruísmo.

  19. Jaylei Goncalves

    Aos críticos, “todos” com expertise em Coaching, leram o texto? Ele diz que coach é uma besteira, que não serve pra nada, que pensar positivo não adianta? Acho que não.
    Vamos à algumas frases:
    “Quando seguem o discurso do autodesenvolvimento, as pessoas tentam ser versões melhores de si mesmas, mas esquecem que também são responsáveis pelas demais. Vivemos numa sociedade que não dirige a sua atenção às necessidades dos outros. A alternativa à autoajuda, a “antiautoajuda”, seria ajudar o outro em vez de ajudar a si mesmo.”

    “Deveríamos sair dos nossos lugares e buscar uma solução sistêmica se quisermos salvar o avião, ou o mundo, do desastre. Não vamos melhorar o mundo se apenas melhorarmos nós mesmos. Precisamos agir juntos.”

    “Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores. Talvez o coaching faça algumas pessoas pensarem nesses termos e por isso é potencialmente perigoso.”

    “É importante não transformar a solução em mais um projeto individual. Pensar só em si mesmo é uma tentação muito grande em tempos de crise. Mas eu espero que as pessoas percebam que, a longo prazo, será melhor para todo mundo se buscarem soluções coletivas para os seus problemas.”

  20. Mauricio Metzen

    Muita Teoria, pouca prática professor… Misturar Coching Comportamental e Auto-Ajuda ??? Porém a matéria cumpre ao que se destina, um “pano de fundo/Marketing”para a venda de seus livros.
    Seu comentário sobre a definição de Sucesso por Tony Robbins também é equivocada. Se conhece um pouco mais sobre Tony Robbins, constataria que ele sempre salienta que todo objetivo precisa ser “ecológico”, ou seja, precisa impactar positivamente no meio que o envolve. Toda mudança comportamental começa pelo indivíduo para impactar no coletivo e não o contrário. Lembra o ensinamento que veio a nós da Grécia ? “Conhece a ti mesmo e conhecerás os Deuses”. Me parece que o caminho é conhecer-se e não aos outros.

  21. Muito embora os argumentos sejam bem menos elaborados que os de Clóvis de Barros Filho, a quem muito admiro, a postura do entrevistado é bem parecida no que tange a um aspecto: antiautoajuda.
    Sou tanto leitora, quanto espectadora do Clóvis e esta é justamente minha única ressalva em relação ao que ele fala sobre: autoajuda é um guarda-chuva muito grande! Cabe muita coisa embaixo. Muita coisa ruim, mas muita coisa legal também. Há quem classifique os programas de 12 passos (AA, por exemplo) como autoajuda e sua eficácia é tão significativa e impressionante que, dois anos atrás, estive numa palestra com psiquiatras que se mostravam impressionados com o número de pessoas em recuperação por meio desses programas. Números os quais a medicina não consegue alcançar. E muito diferentemente do que foi dito “no geral” aí em cima, ponto central de tais programas é o bem-estar comum em detrimento do bem-estar individual. Daí caímos mais uma vez no problema dos rótulos!
    Há um vídeo do Cortella rodando pelo FB em que ele é questionado sobre se religião é coisa de gente tonta. Ele responde que religião é coisa de gente. E há gente tonta. Portanto, há religiosos tontos, jornalistas tontos, atores tontos e, complemento eu, autores de autoajuda tontos (e filósofos tontos também, por que não?).
    Mais perigoso que a autoajuda (é isso que o entrevistado afirma, que autoajuda é perigoso), certamente é esse hábito de rotular e julgar a partir dos rótulos, superficialmente, sem analisar integralmente a proposta, sobretudo considerando que vivemos a era da pós-verdade, isto é, um tempo em que os fatos cedem lugar às intempéries emocionais e é a partir delas que se procura decidir, sem nenhum apego à lógica, à análise crítica do discurso.
    Certamente, do mesmo jeito que existe filósofo tonto, existe coach tonto e isso é indiscutível. E não se trata do fato de a profissão não ser regulamentada, porque também tem advogado tonto e psicólogo tonto e até médico tonto. Mas é fato que o nosso amigo filósofo da Dinamarca e crítico da autoajuda, do coaching e da psicologia positiva (que não deixa claro se sabe qual é a distinção entre uma coisa e outra), a julgar pelos argumentos trazidos nessa reportagem exclusivamente, certamente não se deu ao trabalho de verificar alguns conceitos básicos relacionados sobretudo aos dois últimos.
    Um dos pontos centrais de sua arguição se refere ao fato de que supostamente tais coisas fortalecem o individualismo e desconsideram o coletivo.
    Não leu absolutamente nada (ou se leu não entendeu) sobre autoconcordância dos objetivos (leia-se, congruência sistêmica – leva em consideração os outros além de si mesmo no desenvolvimento de um planejamento estratégico pessoal); o trabalho de valores éticos, de missão, propósito e legado que é desenvolvido dentro do coaching; as perguntas como principal ferramenta do coach (muito similar ao método socrático); a importância das relações positivas para o conceito de felicidade da psicologia positiva; a ênfase dada por Seligman (considerado o pai da disciplina) à generosidade e à cidadania, dentre outras forças de caráter, essenciais para o estado de florescimento e bem-estar proposto. Parece-me ainda que lhe falta conhecimento acerca do que seja engajamento e de todos os estudos científicos que suportam as teorias relativas ao coaching e à Psicologia Positiva.
    É bom frisar que a base da Psicologia Positiva é aristotélica. Muito há do continuum das virtudes. E se hoje avançamos mais que os gregos nessa seara, o fizemos pura e simplesmente pela disponibilidade tecnológica atual, inexistente na época dos peripatéticos.
    Ademais, há linhas de coaching que se apoiam em filósofos muito reconhecidos como Maturana.
    Nem a meditação passou incolume às criticas do Dr. (sim, mindfullness é outro nome para meditação), não obstante as críticas sejam precárias e carentes de fundamentação, ao passo que os avanços científicos voltados à comprovação dos benefícios desta também sejam muitos (ver: https://www.youtube.com/watch?v=FcYiGtReAYY – Ted da Dra. Sara Lazar) .
    Em suma, em toda e qualquer profissão sempre haverá bons profissionais, profissionais medianos e profissionais tontos. Rótulos são insuficientes para definir um profissional e desacreditar o trabalho dos outros. Ninguém é honesto SÓ porque é policial; ou sábio SÓ porque é filósofo. Há policiais honestos e há policiais desonestos. Há livro de autoajuda bom, livro de autoajuda mais ou menos e livro de autoajuda ruim. Do mesmo jeito que há livros filosóficos que se enquadram nas três categorias, remanescendo sempre a cada um a responsabilidade de colocar o tico e o teco para funcionar e avaliar o que serve e o que não serve para si.

  22. Sizenando Alves de Carvalho

    Sou coach empresarial desde outubro de 2007. Atendi 122 empresas até o momento. Com milhares de horas de atendimento. Em maio três empresas clientes encerraram um ciclo de 12 meses. Comparados os resultados de maio de 2016 e maio de 2017, uma aumentou o seu faturamento em 39,95%, a outra em 59,74% e a última em 75,34%, além de ter reduzido em média 3 horas horas que os sócios dedicavam à operação do seus negócios, e aumentado significativamente os seus lucros.
    Tais resultados foram obtidos através de mudanças pessoais e profissionais dirigidas para melhoria de performance, sem pensar na concorrência.
    Respeito a opinião do professor, com suas crenças e valores de um dinamarquês, mas entendo que o artigo carece de fundamentos e até respeito aos bons profissionais que atuam na área.

  23. José Adair Aguilar Pinheiro

    Svend Brinkmann não sabe o que é coaching!
    Ele parte do pressuposto que uma pessoa procura coaching para ser individualista. Sou Coach PeNeLista e tenho vários clientes que procuraram o coaching com a PNL exatamente para desenvolver habilidades sociais como empatia, compartilhamento de ideias, etc.
    Quanto à autoajuda tudo que aprendemos o é. Quem é ajudado ao ler um livro sobre estatística, matemática financeira, biologia, filosofia, medicina, etc.? O leitor, em primeiro lugar, depois os demais, a partir dele, incluindo a empresa para a qual ele trabalha, seus clientes e até os amigos que terão uma pessoa mais interessante com quem interagir.
    Uma faca em si não é ruim nem boa. O que vai definir isso é o uso que a pessoa faz com ela, prepara alimentos ou assalta a loja de verduras?
    Isso vale para o coaching, para a PNL, para a autoajuda e para a filosofia. Se seu coach for mais filosófico, ficar falando generalidades (nominalizações) e oferecendo dicas – psicologia e filosofia baratas, demita-o.
    Mas se ele o questionar sobre seus objetivos, se tiver competência para ajudar você a eliminar seus comportamentos limitantes, desenvolver habilidades e novos comportamentos, incluindo os que possibilitarão você a ser competitivo, mas, ao mesmo tempo, respeitar as pessoas e criar com elas as redes generativas, pelas quais múltiplos objetivos sejam alcançados, mantenha-o e demita seu filósofo se ele só fizer críticas ao que está promovendo a sua evolução.

  24. Marcio Bamberg

    Não concordo! Percebi uma visão muito focada na sociedade psicopatica, criando a ilusão de que o auxílio de um “treinador” só é necessário para competição. Posso buscar auxílio para me desenvolver como ser e viver melhor, bem como buscar a minha felicidade. Sou sim, responsável por ela, esforçando-me em compreender o que quero é até onde a realidade me permite alcançar. E, faço críticas à definição de sucesso que ele propõe. Sucesso, sob a minha humilde ótica, é simplesmente fazer o que gosta e gostar do que faz.

  25. Washington Santos

    A sabedoria popular diz que quem tem boca fala o que quer…O entrevistado deve ter seus motivos para falar o que falou, mas te digo que nada do que falo é sustentável. Por isso escrevi um artigo onde refuto as ideias do professor nessa entrevista.

    Se quiser ler, acesse: http://www.linkedin.com/pulse/devo-demitir-o-meu-coach-washington-santos
    Um grande abraço a todos!

  26. Gerson de Almeida Alves

    Concordando ou não com o entrevistado, há de fato uma dosagem de verdade em seus argumentos. Se necessitasse de ” treinamento para SER, pois, já ” SOMOS”, o homem haveria de ter conseguido uma substancial redução das terríveis desigualdades pelas quais passa a humanidade. Sem saudosismo, ou não, como diria Caetano Veloso, sou do tempo em que “treinamento” para SER dava-se através da convivência entre pessoas, aonde talentos,competências,conflitos pessoais, divergências de valores vistas e esforços individuais eram somados para produzir-se o todo, cimentados em compromissos éticos. Animais pensantes que somos nunca sentimos a necessidade de ” domadores ” para nos ” descobrir” enquanto gente.O problema é que, como provoca o autor, apenas esquecemos de olhar para o próprio umbigo. Fazemos graduações, pós e MBA´s em faculdades de ” ponta “, falamos mais de 3 idiomas, colecionamos ‘ sucessos ‘ e riquezas materiais, sempre ” focados ” em um ” futuro grandioso ” – o qual nunca saberemos como será – mas não olhamos em nosso redor, para as pessoas a nossa volta, pois, Estamos sendo ” treinados ” para assegurar que, se elas não ” conseguiram, não são visíveis ” é porque não se esforçaram o bastante. Passamos a nos mostrar desesperadamente ! Plugados em ” Redes ‘”Sociais” , somos compelidos a exibir nossos ” troféus ” diuturnamente, seja em Jurerê Internacional ou última praia descoberta na Polinésia. Indiferentes ao fato de que as ações deletérias de políticos, governantes e homens de negócios impõem ás sociedades , em suas individualidades egoístas, presunçosas e arrogantes, não percebemos que, pobres ou ricos, estamos começando a pagar uma fatura cuja amortização do principal nem foi apresentada ainda. Por enquanto, só o juro .E não adiantará nada viajar para gastar nossas fortunas – amealhadas com muito ” trabalho duro ” – com as ” especialidades ” e ” especiarias ” nas Cidades Antigas ” : o medo e o desespero também chegaram às suas ruas e avenidas, sob as adagas e fogos noturnos. Os melhores treinadores de nós, somos nós mesmos .

  27. Geovanne Silva

    Duas grande verdades sobre esse projeto de entrevista! irresponsabilidade social de quem entrevistou e do entrevistado! Não possuem o mínimo conhecimento do conceito, da filosofia do coaching. Um porque fala mal sem saber bosta nenhuma, e outro que escreveu o que ouviu e apertou o botão publicar.

    Verdades sejam ditas, a grande maioria dos coaches aqui no Brasil, fazem tudo isso que ele fala, e coisas muito piores! Coaches que nunca leram Gallwey e whitmore. O coaching precisa urgentemente ser lapidado, mas essa é uma discussão que tem que acontecer entre pessoas que entendam! (dica de reportagem)

    Aposto que ele venderia mais o seu livro se não escolhesse um alvo pra atacar e se promover!

  28. Matéria sensacional. O autor apresenta uma realidade que estamos vivendo. No Brasil, explodiu a quantidade de “coach” para todas as áreas. Acredito que temos que trabalhar para o bem global e não individual. Cada vez mais temos exemplo do egoismo típico do brasileiro. Não precisa muito, é só observar o comportamento das pessoas no banco,no trânsito, no supermercado, no elevador…etc… Estamos atrasados e muito no coletivo. Hoje a palavra “empoderamento” é usada de uma forma que fomenta segregação. Todo este movimento vem através de conselhos de pessoas comuns, que estudam 3 ou 6 meses e saem como “coach”. Temos que questionar, temos que fazer perguntas e não ser sempre os seguidores de tudo que aparece, como “bois” sendo conduzidos no cabresto.

  29. Alessandra Costa

    Eu estava interessada na opinião deste senhor, até ele citar um aviso despressurizando! Ou seja, em vez de cuidar do básico (que é a sua sobrevivência) vc deve sair correndo (com certeza vai cair no meio do corredor sem oxigênio) e tentar interferir no trabalho de outros (pilotos e comissários)! Depois ele fala em confiança nos demais! Como pode falar em confiar nos demais se ele mesmo diz que devemos ir até o cockpit para ver se o piloto está lá??? Não tenho um coach, mas a ideia que ele propôs não me convenceu, me pareceu contraditória e imatura!
    Ou talvez tenha usado um exemplo inqualificável não domina o assunto!

  30. Gustavo Prudente

    Faz muito sentido tudo que ele diz! Tenho apenas alguns pontos de discordância – e o principal deles é a generalização. Ele acaba dando uma receita ao criticar o ato de dar receita, generalizando o problema e a solução, e sinto que a coisa é muito mais vasta e complexa. Ou seja, ele simplifica a equação em elementos simples “o que está certo”, “o que está errado” e “o que você deveria fazer”. Mas se lido como mais uma informação no grande caldo cultural de crenças e estratégias de como atender cada vez mais as necessidades individuais e coletivas, tem muito pano para manga aí!