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Remuneração | 28/02/2012 18:03

Salário na área de investimento cresce a taxa de dois dígitos na China

Setor aquece enquanto os bancos competem por talentos e evitam os efeitos da crise de crédito europeia

Getty Images

Bolsa de Seul

A remuneração em países como China, Malásia, Indonésia e Tailândia vai aumentar de uma base muito menor do que em mercados mais desenvolvidos

Cingapura - A remuneração de profissionais de investimento seniores recém-contratados na China e outros países emergentes asiáticos pode obter um crescimento de dois dígitos neste ano, enquanto os bancos competem por talentos e evitam os efeitos da crise de crédito europeia.

A compensação de um banqueiro corporativo sênior em Pequim, sem bônus, tem projeção de aumentar 42% este ano, de 1,4 milhão de yuans para pelo menos 2 milhões de yuans (o equivalente a R$ 378 mil e R$ 540 mil, respectivamente), de acordo com a consultoria britânica Robert Walters, que possui os bancos Barclays e Standard Chartered como clientes.

O mesmo perfil executivo em Tóquio e Cingapura deve continuar com os salários estáveis, disse hoje a Robert Walters em um relatório. Enquanto bancos cortam milhares de empregos no estopim da crise europeia, credores globais como o HSBC estão competindo por equipes na Ásia para aproveitar os mercados emergentes da região.

A remuneração em países como China, Malásia, Indonésia e Tailândia vai aumentar de uma base muito menor do que em mercados mais desenvolvidos, diz Cristina Ng, diretora de serviços financeiros e contratações legais da Robert Walters. “Esses mercados são movidos por bancos e instituições financeiras domésticas e não foram muito afetados pelo que está acontecendo na Europa”, disse Mark Ellwood, diretor da consultoria baseado em Cingapura que supervisiona a Ásia, com exceção de Japão e Coreia.

“Você está pescando aqui em uma água menor, então você verá pressão para os salários aumentarem”, disse no evento que anunciou o estudo, que cobriu 24 países, incluindo os EUA, Reino Unido e Austrália.

Bancos globais como o Citigroup e o Morgan Stanley já anunciaram quase 500 mil cortes em todo o mundo desde a metade do ano passado, de acordo com informações compiladas pela "Bloomberg". 

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