A Finlândia é mundialmente reconhecida pela qualidade do seu sistema de ensino e, até este ano, também constava na lista de lugares onde era possível estudar sem pagar quase nada. Este cenário, porém, mudará a partir de 2017, quando as universidades do país serão obrigadas por lei a cobrar anuidades de estudantes não-europeus.

A mudança, aprovada pelo parlamento finlandês, prevê que sejam cobradas taxas dos estudantes que ingressarem a partir de agosto de 2017 em cursos de graduação e mestrado que não sejam em finlandês ou sueco. Assim, candidatos que iniciarem seus estudos ainda em 2016 terão a gratuidade garantida até o final do curso – alguns programas ainda estão com inscrições abertas até março.

A cobrança não se aplica a pesquisadores ou estudantes de doutorado nem a europeus ou estrangeiros com residência permanente na Finlândia.

A anuidade mínima estabelecida pelo governo será de 1500 euros. Não foi, porém, definido um valor máximo, que pode variar inclusive entre cursos da mesma instituição. Uma lista com as universidades que já publicaram informações a respeito de suas taxas pode ser conferida aqui.

De acordo com o site Study in Finland, serão oferecidas algumas bolsas de estudos para estudantes admitidos, sendo que cada universidade é responsável por organizar suas próprias formas de financiamento.

Atualmente, os 20.000 estrangeiros que estão em universidades finlandesas não pagam anuidade, mas são responsáveis por suas despesas pessoais – que gira em torno de 600 euros mensais. Os estudantes têm permissão para trabalhar até 25 horas por semana.

* Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar

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